Solidariedade: Conferência Episcopal Venezuelana recebeu visita secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

«A Igreja na Venezuela continua a unir esforços com aliados internacionais para levar alívio e esperança às comunidades mais vulneráveis», explicam os bispos venezuelanos

Foto: Conferência Episcopal Venezuelana

Caracas, 10 jul 2026 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) assinalou a “união e solidariedade” de Portugal, na sequência dos sismos, ao receberem a visita do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e do embaixador português no país sul-americano num centro da Cáritas.

“Um laço que ultrapassa fronteiras: Agradecemos do fundo do coração a proximidade, o acompanhamento e o apoio institucional prestados pela delegação portuguesa na sequência dos recentes terramotos que afetaram o nosso país no dia 24 de junho”, escreve a CEV, nas suas redes sociais.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, acompanhado pelo embaixador de Portugal na Venezuela, Manuel Frederico Pinheiro da Silva, visitaram a Conferência Episcopal Venezuelana e a Cáritas deste país sul-americano, esta quinta-feira, dia 10 de julho.

A CEV informa que este encontro “fraternal e de solidariedade da comunidade de Portugal” se realizou na sua sede e num Centro de Recolha da Cáritas Venezuelana, com a presença de D. José Antonio da Conceição, o bispo luso-venezuelano é o secretário-geral da Conferência Episcopal, e do subsecretário, o padre Antonio Arocha, e da diretora executiva da Cáritas Janeth Márquez.

“A Igreja na Venezuela continua a unir esforços com aliados internacionais para levar alívio e esperança às comunidades mais vulneráveis. Obrigado por estenderem a vossa mão amiga”, acrescentam os bispos católicos venezuelanos.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, a capital da Venezuela, com menos de um minuto de intervalo, no dia 24 de junho, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O último balanço oficial da tragédia indica que os sismos causaram pelo menos 3.811 mortos e 16.740 feridos, incluindo 102 portugueses e lusodescendentes, num número que se encontra frequentemente a ser atualizado, informa a Lusa.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas está na Venezuela para reforçar apoio ao país e à comunidade portuguesa e luso-descendente, em representação do Governo de Portugal, de 8 a 11 de julho.

Emídio Sousa, na sua conta nas redes sociais, explicou que um dia na Venezuela “não chega para compreender tudo o que se passou nas últimas duas semanas”, e salientou que entre a “devastação dos escombros, e a imensidão da destruição”, impressionam-no “sempre as pessoas”, dando também destaque à Força Operacional Nacional Conjunta que Portugal enviou para este país e já terminaram a sua missão; a FOCON resgatou um homem que esteve oito dias soterrado.

O Governante português viajou com dois aviões da Força Aérea Portuguesa com “ajuda humanitária”, cerca de 13,5 toneladas no total: 12 toneladas de material de higiene, sobrevivência, alojamento provisório e saneamento; 1,5 toneladas de ferramentas e equipamentos de apoio à remoção de escombros (Marinha Portuguesa); duas ambulâncias que funcionam como unidades móveis de saúde (Cruz Vermelha).

No aeródromo de Figo Maduro, antes da viagem com destino a Caracas, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas explicou que ia ver a situação no terreno, “perceber as grandes necessidades para colaborar na reconstrução” da Venezuela, e ter reuniões com as autoridades venezuelanas, e com comunidade portuguesa, num vídeo nas redes sociais.

O Ministério da Presidência da Venezuela destacou a “solidariedade e cooperação internacional em tempos de emergência”, após a “importante reunião de trabalho” da presidente interina, Delcy Rodriguez, com Emídio Sousa com o objetivo de “avaliar a agenda de assistência técnica e cooperação bilateral na sequência dos sismos”.

“A Venezuela e Portugal reafirmam os seus laços históricos de irmandade, unindo esforços e capacidades para garantir o bem-estar e a proteção do nosso povo”, assinala, na publicação online.

Portugal viveu um dia de luto nacional, em homenagem aos cidadãos emigrantes e lusodescendentes que perderam a vida, este domingo, dia 5 de julho.

CB/OC

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