Responsáveis reagem à entrada de milhares imigrantes, provenientes de Marrocos

Madrid, 31 jul 2026 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) exigiu hoje uma resposta legal e digna à emergência registada em Ceuta, repudiando o aproveitamento político da crise migratória fronteiriça.
A atual vaga de chegadas massivas à cidade autónoma originou uma situação “terrível”, advertiu o diretor do Departamento de Migrações da CEE.
As paróquias locais enfrentam um cenário inédito motivado pela entrada de cidadãos estrangeiros “de forma totalmente incontrolada”, descreveu o padre Fernando Redondo, em declarações ao portal ‘Vatican News’.
A alegada associação entre os fluxos recentes e o processo governamental de regularização “não corresponde à verdade”, apontou o sacerdote.
“O resto é manipular a população”, denunciou o diretor do Departamento de Migrações, face às teses políticas que contestam a integração social dos estrangeiros residentes no país.
Perante a crise migratória e humanitária que está a acontecer em Ceuta, a partir do Departamento de Migrações da CEE pedimos que as medidas face a esta situação sejam tomadas dentro da legalidade vigente, com respeito pela dignidade das pessoas e evitando a manipulação com fins partidários.”
A Diocese de Cádis e Ceuta colocou os seus centros de acolhimento à disposição das autoridades para socorrer prioritariamente as vítimas doentes e feridas.
As comunidades católicas do enclave vão destinar a totalidade das coletas das Missas deste fim de semana para financiar o acompanhamento urgente das populações resgatadas.
O governo local contabilizou a chegada a pé e a nado de cerca de 60 mil migrantes irregulares oriundos de Marrocos durante os últimos dias.
As forças de segurança espanholas registaram hoje uma forte inversão desta tendência demográfica, assinalando o início do movimento de regresso destas pessoas a território marroquino.
A delegação governamental na cidade fronteiriça confirmou a morte de pelo menos 57 indivíduos desde quinta-feira nas águas do estreito de Gibraltar.
Em Portugal, o primeiro-ministro Luís Montenegro defendeu hoje o reforço da vigilância nas fronteiras marítimas e terrestres na região sul.
O líder do Governo rejeitou a suspensão das regras do espaço Schengen, elegendo a aplicação do Pacto Europeu para as Migrações e Asilo como a prioridade preventiva.
OC
