«Foi uma oportunidade para reviver e reencontrar amizades, e perceber que não estamos sozinhos neste serviço ao altar», afirmou o acólito Tiago Martins

Angra do Heroísmo, Açores, 10 jul 2026 (Ecclesia) – A Diocese de Angra informa que a Peregrinação Diocesana de Acólitos 2026 terminou com apelo ao compromisso dos jovens, na capela de Nossa Senhora do Ar, em Vila do Porto, esta quinta-feira, na ilha de Santa Maria.
“Nesta união e partilha, todos crescemos em graça. Vamos mais unidos e iluminados para servir Jesus no altar”, disse o padre Carlos Espírito Santo, ouvidor da ilha de Santa Maria, citado pelo portal online ‘Igreja Açores’ da Diocese de Angra.
O sacerdote fez “um balanço muito positivo” da X Peregrinação Diocesana de Acólitos de Angra, intitulada ‘Acólitos com Graça’, que se realizou entre 7 e 9 de julho, salientando que permitiu fortalecer os laços entre os 91 adolescentes e jovens que servem ao altar.
“Foi uma oportunidade para reviver e reencontrar amizades e perceber que não estamos sozinhos neste serviço ao altar”, assinalou Tiago Martins, da Ouvidoria da Lagoa.
“Foram momentos de partilha, entusiasmo, oração e adoração que integram a nossa missão, reforçando a amizade com Jesus e com aqueles que estão à nossa volta”, acrescentou o acólito, um dos “mais experientes” presentes no encontro.
A 10.ª Peregrinação de Acólitos da Diocese de Angra terminou após dias marcados por momentos de oração, formação, celebrações e atividades de convívio entre os participantes de diversas ouvidorias (conjunto de paróquias) das ilhas de São Miguel, Faial e Santa Maria.
Para Pedro Gomes, na Ouvidoria do Faial, esta peregrinação dos acólitos da Diocese de Angra “foi uma experiência muito diferente”, que os deixa “felizes e alegres”.
“Foi uma experiência muito nova de partilha, para além dos conhecimentos de ordem prática, que são fundamentais para este serviço”, explicou o jovem da Paróquia do Salão, na Ilha do Faial.
Da Ouvidoria do Nordeste, região que vai acolher esta peregrinação em 2017, Lumena Raposo afirmou a esperança no futuro do serviço dos acólitos na diocese católica no Arquipélago dos Açores.
“A esperança está nestes jovens que fizeram este compromisso. Que isto não morra, que esta chama não se apague e continue a ganhar força; tenho muita esperança nesta gente, precisamos de os apoiar e de lhes dar espaço”, referiu a responsável, desejando que “a Igreja nos Açores ganhe novo fôlego”.
A peregrinação para os acólitos da Diocese de Angra contou com a participação de cerca de 90 pessoas, e o padre Carlos Espírito Santo agradeceu a todos os que contribuíram para o “sucesso da iniciativa”, da equipa organizadora às entidades e pessoas que apoiaram localmente a sua realização.
“Foi muito importante a forma como tudo foi organizado. Houve tempo para conhecer a ilha, para se distraírem, para darem uns bons mergulhos e também tempo para rezar e pensar, sem atropelos e sem forçar ninguém. Foi uma receção excecional e estamos eternamente agradecidos”, desenvolveu Lumena Raposo.
Os acólitos que participaram nesta iniciativa, promovida pela Comissão Diocesana de Acólitos de Angra, foram acompanhados, na sua maioria, pelos párocos, e começaram a regressar às suas casas, ilhas de origem, esta sexta-feira, dia 10 de julho, informa o sítio online ‘Igreja Açores’.
Em 2027, a 11.ª Peregrinação Diocesana de Acólitos de Angra vai realizar-se na Ouvidoria do Nordeste, na ilha de São Miguel, nas vésperas da II Aldeia da Esperança, iniciativa da Pastoral da Juventude, que decorrerá na Ouvidoria de Povoação, também no mês de julho.
O acólito (termo de origem grega que significa “acompanhar” ou “seguir”) ajuda o clero católico no serviço do altar, podendo também ser solenemente instituído, o que acontece no âmbito da formação para o sacerdócio.
CB/OC




