Angola: VI Encontro Internacional das Irmãs Dominicanas definiu etapas de formação, de missão, de proteção, da economia e da vida comunitária da congregação

Apresentação oficial das Diretrizes para a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis marcou iniciativa

Foto: Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena

Angola, 31 jul 2026 (Ecclesia) – Angola recebeu o VI Encontro Internacional da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que terminou no último domingo, durante o qual se definiram etapas de formação, da missão, da proteção, da economia e da vida comunitária.

“O VI Encontro Internacional foi mais do que um evento: foi uma experiência de graça, comunhão e renovação espiritual. As sementes lançadas – na formação, na missão, na proteção, na economia e na vida comunitária – continuarão a germinar nas diversas realidades onde a Congregação está presente”, pode ler-se no documento síntese, enviado à Agência ECCLESIA.

A iniciativa, com início a 19 de julho, reuniu religiosas de diversas Províncias, comunidades e países, em torno do tema “Semeadoras de Esperança que Transforma” que, segundo a congregação, “iluminou cada conferência, cada diálogo e cada gesto vivido, fortalecendo a identidade congregacional e renovando o compromisso missionário”.

O texto final destaca que “um dos momentos mais significativos do encontro foi a apresentação oficial das Diretrizes para a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, documento normativo que passa a orientar toda a vida institucional da Congregação”.

As Diretrizes expressam “a firme determinação de corresponder, com verdade, prudência, justiça e transparência, às exigências evangélicas, humanas, éticas, canónicas e institucionais de prevenção, proteção, acompanhamento e responsabilização diante de qualquer forma de abuso”.

Foto: Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena

Segundo a congregação, “este compromisso reforça a cultura de cuidado, transparência e corresponsabilidade, envolvendo irmãs, formandas, colaboradores, voluntários e parceiros da missão”.

A irmã Maria Câmbizi, secretária geral da congregação, que assina o documento, dá conta que após o primeiro dia do encontro, aberto oficialmente pela madre geral, que sublinhou que “este é um tempo santo de memória agradecida, escuta recíproca e renovação da entrega à missão”, os seguintes “foram dedicados à reflexão profunda sobre a missão e a formação”.

Numa das conferências, o padre Alberto Sissimo salientou que ser semeadora exige competências, métodos e metas, mas sobretudo “uma vida radicada na Palavra de Deus, no seguimento de Cristo e na humanização que gera humanidade”.

Noutra sessão, o padre Basílio Nuno Calundo, jesuíta, apresentou a formação como processo contínuo que integra dimensões humanas, espirituais, comunitárias e missionárias, recordando que a esperança cura, fortalece e abre caminhos de reconciliação.

Postulantes, noviças e juniores “partilharam desafios, sonhos e propostas para o futuro da Congregação, revelando maturidade, compromisso e entusiasmo”, indicou o documento.

O encontro ficou também marcado pela presença do arcebispo de Saurimo, D. José Manuel Imbamba, que refletiu sobre a missão da consagrada como semeadora da Palavra de Deus e lembrou que a verdadeira esperança conduz à renovação da mente e ao discernimento da vontade de Deus.

Ser semeadora de esperança significa: conformar-se com Cristo, testemunhar com alegria, transformar realidades humanas e sociais” e “promover justiça, paz e dignidade”, lê-se na síntese.

O dia 24 de julho  foi dedicado à escuta das diversas etapas formativas e dos níveis de liderança congregacional, tendo “aspirantes, formandas, Conselhos Provinciais e Formadoras” partilhado “expectativas, desafios e propostas para o futuro”.

“A Madre Geral reforçou a importância de transformar as Diretrizes do Encontro Internacional em protocolos práticos adaptados às realidades de cada país e comunidade”, informa o documento final.

No dia seguinte, a iniciativa realçou o papel dos leigos na missão dominicana, com a Irmã Elizabeth Virgílio a recordar que o leigo é “semeador de esperança na família, no trabalho e na sociedade”.

No último dia, o padre José Dias Tumoma abordou a gestão comunitária e o uso responsável dos bens, sublinhando que o planeamento, o controlo e a transparência são exigências evangélicas e comunitárias.

Foto: Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena

Segundo revela o texto síntese, o encontro encerrou com a apresentação cultural das noviças; a entrega de panos africanos como sinal de proteção e pertença; a plantação de uma árvore — símbolo da fecundidade congregacional e da esperança lançada para o futuro e a Eucaristia festiva e mensagem de envio da Madre Geral.

No dia seguinte, as participantes realizaram uma peregrinação ao Santuário da Mamã Muxima, “marcada pela oração, alegria e gratidão”.

“Unidas pelo carisma de Teresa de Saldanha e fortalecidas pelo Espírito Santo, as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena seguem comprometidas em ser Semeadoras de Esperança que Transforma, levando o Evangelho ao coração do mundo”, conclui o documento.

LJ/OC

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