D. José Luis Azuaje dirigiu mensagem de esperança ao país, após a tragédia provocado pelos sismos de 24 de junho

Caracas, 06 jul 2026 (Ecclesia) – O presidente da Cáritas Venezuela, D. José Luis Azuaje, dirigiu uma mensagem de “acompanhamento e proximidade” a todas as famílias afetadas pelos sismos que assolaram o país a 24 de junho.
O responsável católico sublinhou a vontade da instituição em continuar ao lado dos “tantos irmãos que estão a sofrer esta desgraça”.
Inspirando-se no Evangelho lido nas comunidades católicas neste domingo, o bispo lembrou o apelo de Jesus aos que estão “cansados e oprimidos”, destacando que Deus veio essencialmente “para os pequenos, para os que têm necessidade”.
D. José Luis Azuaje enalteceu o apoio solidário de muitas pessoas, mas frisou que a ajuda prestada pelas equipas no terreno não se limita aos bens de primeira necessidade.
“[Ajudamos] não somente nas questões materiais, mas também nas questões da alma, por se ter perdido um ser querido, pelas dificuldades em que se encontram, mas Deus estará sempre presente”, assegurou o presidente da Cáritas Venezuelana, numa mensagem enviada aos jornalistas pela instituição católica.
O prelado procurou transmitir confiança à população afetada, pedindo-lhes que não se sintam abandonados neste período de reconstrução e de luto.
“Podem contar com a vossa Igreja Católica, contem com a Cáritas, contem também com tantas instituições que vos apoiam”, declarou.
A mensagem terminou com um apelo direto a todos os que acompanham as notícias da catástrofe, pedindo que não deixem esmorecer a ajuda humanitária.
“A todos vós que nos escutam e veem, peço para continuarem solidariamente a apoiar esta realidade que é dolorosa, mas que também nas mãos de Cristo se transforma em esperança”, concluiu D. José Luis Azuaje.
O número de mortos pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela a 24 de junho subiu para 3342, enquanto o número de feridos chegou aos 16 740, afirmou hoje o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.
Entre os mortos, há pelo menos 95 portugueses e lusodescendentes, e outros 58 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos
OC
