Braga: Arcebispo pede aos jovens para serem «promotores da paz» e combaterem a indiferença

D. José Cordeiro presidiu ao Dia Arquidiocesano da Juventude em Vila Verde, apelando a um renovado compromisso com o bem comum

Foto: Diário do Minho

Braga, 06 jul 2026 (Ecclesia) – O arcebispo Braga desafiou os jovens a assumirem-se como “promotores da paz e da fraternidade”, durante o Dia Arquidiocesano da Juventude (DAJ), celebrado este domingo em Vila Verde.

“Há muito por fazer, o mundo precisa de nós – sacerdotes, leigos e leigas. Nos nossos grupos, nas nossas comunidades, podemos ser promotores da paz e fazer o bem, não a pensar em nós, mas nos outros, no bem comum””, referiu D. José Cordeiro, numa intervenção divulgada pelo jornal arquidiocesano ‘Diário do Minho’.

A jornada reuniu cerca de meio milhar de participantes oriundos de todos os arciprestados da arquidiocese minhota, proporcionando um dia de convívio marcado por workshops, oração e pela receção da réplica da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

D. José Cordeiro alertou para os riscos do acomodamento, sublinhando que os jovens são “o agora de Deus na nossa história”, um “tesouro para a Igreja” que, por vezes, corre o perigo de ficar escondido “devido aos preconceitos e aos confortos que dificultam o envolvimento”.

“Criemos caminhos de esperança e de paz, abrindo o coração a Jesus, pois só Ele nos pode converter”, desafiou o arcebispo, apelando a que os cristãos se tornem “artesãos não só dos lenços e do amor, mas da paz, da fraternidade, da justiça e da esperança”.

O encontro coincidiu com o 94.º aniversário do falecimento do venerável frei Bernardo de Vasconcelos, adotado como patrono dos jovens de Braga, que D. José Cordeiro apontou como modelo pelo “ardor e este amor a Jesus” expresso na sua vida, antes de falecer com menos de 30 anos.

Durante a Eucaristia de encerramento, presidida pelo arcebispo e concelebrada pelos dois bispos auxiliares de Braga, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita, foi formalizado o envio missionário de cinco voluntários do projeto ‘Caminho de Esperança’.

A equipa composta por um seminarista, uma representante da Pastoral Universitária, uma enfermeira aposentada, a coordenadora da Catequese e a coordenadora do Centro Missionário vai partir a 28 de julho para a Diocese de Bafatá, na Guiné-Bissau.

O projeto, que decorre durante um período de três a quatro semanas, procura estabelecer uma “aliança missionária” numa “realidade complexa”, idealizada por D. José Cordeiro para promover “um caminho de entreajuda, de fraternidade e de proximidade” entre as duas dioceses.

O assistente do Departamento Arquidiocesano da Pastoral Juvenil (DAPJ), padre Rúben Cruz, defendeu que a vivência da fé nos grupos e nas paróquias “não pode funcionar como um gueto”, sustentando que o DAJ “não é uma conclusão, mas uma oportunidade de estarmos uns com os outros, celebrarmos a fé e não termos receio de sair da nossa zona de conforto”.

O Arciprestado de Esposende foi o território escolhido para receber o próximo Dia Arquidiocesano da Juventude, agendado para o ano de 2027.

OC

 

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