Luis Filipe Santos – Agência ECCLESIA
Os políticos, tanto internamente como no exterior, gostam de ser protagonistas… Parece que estão a banalizar uma atividade nobre e a colocar os seus narcisismos no topo dos interesses nacionais e mundiais.
Quando se fala tanto de um mundo global, um simples estreito abala os alicerces da economia e os políticos são as estrelas cintilantes e cadentes em simultâneo. É o jogo do rato e do gato. A verdade de hoje é mentira amanhã… Aqueles que pretensamente representam as nações mostram o seu lado teatral num verdadeiro reality show político. Só falta inaugurar o salão de baile…
No outro lado do Atlântico, aquele que se considera o homem mais poderoso do mundo deve ter bênçãos divinas porque das alegadas tentativas para o liquidar escapou sempre ileso, só teve um arranhão na orelha… As putativas ameaças aparecem sempre em períodos críticos. Primeiro numa campanha eleitoral e a última ocorreu no meio de uma embrulhada para o qual atirou o mundo, com conflitos bélicos desnecessários no Médio Oriente.
O ator principal recebeu o guião do “amigo” que destila ódio aos vizinhos e tem medo da pluralidade. O mundo está mergulhado nesta calamidade porque o guionista esconde-se na suposta pureza do seu sangue para eliminar tudo e todos. O que aconteceu na II Guerra Mundial não serve para os genocídios do presente e para os maus desempenhos do ator principal.
Com tempo, a história vai mostrar que o guionista e o ator principal não vão ganhar óscares… Vão ser assobiados e apupados pela plateia. Não vão receber prémios dourados, mas estatuetas de sangue.
Nem todo o guião serve para se ser o protagonista do reality show… Na inauguração do salão de baile, a cor dominante não pode ser o branco, mas o vermelho sanguinário que o guionista e o ator principal colocaram no mapa mundial. Não danço a valsa do guionista da terra prometida e o ator principal da terra dos sonhos.
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