«A caridade é a resposta correta dos cristãos contra a propagação do ódio no mundo», afirmou esmoler pontifício
Roma, 28 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa Leão XIV, através do Dicastério para o Serviço da Caridade (Esmolaria Apostólica), enviou um camião de ajuda humanitária para a Ucrânia, que saiu este sábado, da Basílica Greco-Católica de Santa Sofia, em Roma.
“A Igreja não é apenas teoria, não é apenas doutrina, mas também prática, é Evangelho vivido, um testemunho de caridade. E ver uma participação tão generosa é uma fonte de grande alegria para mim”, disse o novo prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade (Santa Sé), citado pelo portal online ‘Vatican News’.
Segundo o esmoler pontifício, D. Luis Marín, “o grito ‘paz, paz, paz!’ deve entrar na mente e no coração de todos”, e lamentou que ainda há “um longo caminho a percorrer”, ainda é preciso “uma verdadeira conversão”.
“A caridade é a resposta correta dos cristãos contra a propagação do ódio no mundo”, afirmou o prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade,
Muitos dos produtos que foram enviados para a Ucrânia, este sábado, foram angariados com a ajuda do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano e da Fundação Banco Farmacêutico, como medicamentos, principalmente antibióticos e anti-inflamatórios, destinados a hospitais e distribuídos à população local através de redes de voluntários ucranianos.
“Recolhemos tudo o que pode ser útil, em particular, pensando nas necessidades dos mais vulneráveis, dos doentes e das crianças. Para eles, foram doados principalmente medicamentos, kits família, produtos de higiene, cobertores térmicos, alimentos e muitas roupas de alta qualidade”, acrescentou D. Luis Marín.
O reitor da Basílica de Santa Sofia, em Roma, contabilizou que foi “o 150º camião” de ajuda humanitária para a Ucrânia a sair desta igreja da comunidade greco-católica na Itália.
Segundo o padre Marco Semehen, a “continuidade da ajuda vinda do Vaticano significa muito para a Ucrânia”, começou com o Papa Francisco e o cardeal polaco Konrad Krajewski, o anterior esmoleiro pontifício, e continua “agora com o Papa Leão XIV e o arcebispo Marín de San Martín”.
“Reafirma-se que a caridade do Papa para com os que sofrem com a guerra que continua, tanto por meio da oração quanto de ações concretas. Sobretudo porque, com o prolongamento da guerra, notamos uma diminuição na atenção às necessidades da população”, acrescentou o sacerdote responsável pela basílica dos ucranianos da capital italiana.
Dois dias antes, a 23 de abril, a Esmolaria Apostólica organizou o envio de ajuda humanitária para o Líbano, com aproximadamente 15 mil pacotes de medicamentos essenciais para a população, que incluem antibióticos, antidiabéticos, anti-hipertensivos, anti-inflamatórios e suplementos multivitamínicos, e que vai ser distribuída através da Nunciatura em Beirute, o representante do Papa neste país.
“O nosso dicastério também se dedica a trabalhos de caridade em nível internacional e atua através das nunciaturas e das Igrejas locais. Ao assumir esta nova tarefa, percebi a importância de todos os nossos benfeitores (neste caso, o Governatorato e o Banco Farmacêutico) e a necessidade de construirmos redes para melhor responder às necessidades das pessoas e sermos o mais eficazes possível”, desenvolveu o arcebispo espanhol D. Luis Marín.
O novo responsável pelo Dicastério para o Serviço da Caridade, e esmoler pontifício, nomeado a 12 de março, por Leão XIV, acrescenta que é também “muito importante sensibilizar para a terrível realidade da guerra”, para as necessidades que ela gera, e para a forma como podem “colaborar concretamente para ajudar aqueles que sofrem”, lê-se no sítio online ‘Vatican News’.
D. Luis Marín, da Ordem de Santo Agostinho, a mesma congregação religiosa de que Leão XIV, sucedeu no cargo ao cardeal polaco Konrad Krajewski, nomeado como arcebispo de Lódz (Polónia), que liderou várias missões solidárias à Ucrânia, em nome dos pontífices, para entregar ajuda de emergência e visitar os locais atingidos pela ofensiva militar da Rússia, que começou a 24 de fevereiro de 2022.
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