D. José Cordeiro destacou «espirito de missão e vida com espírito» que marcou o percurso do 40.º bispo da diocese transmontana

Foto BLR/SDCS

Bragança, 08 jun 2019 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda presidiu hoje à Eucaristia de trasladação dos restos mortais de D. Abílio Augusto Vaz das Neves do cemitério de Ifanes, em Miranda do Douro, para a Catedral de Bragança.

Na homilia da celebração, enviada à Agência ECCLESIA, D. José Cordeiro destacou o “espírito de missão e a vida com espírito” que marcou o percurso daquele que foi o 40.º bispo de Bragança-Miranda, entre 1939 e 1965, mas antes disso assumiu também o ministério episcopal junto das comunidades de Cochim, na Índia.

O dia 8 de junho assinala o 125.º aniversário do nascimento de D. Abílio Augusto Vaz das Neves, natural de Ifanes, no concelho de Miranda do Douro.

Como recordou D. José Cordeiro, “o desejo missionário”, presente desde tenra idade, levou o então jovem Abílio a partir da sua terra natal “para Lisboa e dois anos mais tarde para Cochim, onde “foi formado no Seminário de Meliapor sob orientação dos Jesuítas”

Depois de cumprir o seu percurso formativo, ele foi ordenado presbítero a 7 de dezembro 1919, com 25 anos, e ordenado bispo a 28 de janeiro1934, aos 40 anos.

Cinco anos depois assumiu a Diocese de Bragança-Miranda e foi durante o seu ministério episcopal na região que se fundou o jornal «Mensageiro de Bragança» (1940), a Casa de Trabalho Patronato de Santo António (1940), a congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado (1950), o Colégio de S. João de Brito (Bragança) e o Colégio Diocesano (Mogadouro).

Foto Luís Vaz das Neves

Durante a cerimónia deste sábado, acompanhada também por D. António Montes Moreira (atual bispo emérito) ,por diversos familiares do prelado homenageado, pelas autoridades civis da região, por membros do clero e da vida consagrada, D. José Cordeiro destacou ainda o contributo de D. Abílio Augusto Vaz das Neves para a construção da Sé Nova de Bragança.

O responsável católico recordou inclusivamente uma entrevista dada pelo antigo bispo ao jornal ‘Mensageiro de Bragança’, em que dizia que “a Sé Nova de Bragança é uma necessidade urgentíssima que não pode esperar mais”.

“Da minha parte, não posso contar que levarei a cabo tão grande empresa, como é evidente, todavia, enquanto puder, quero dar-lhe toda a minha fé, esforço e boa vontade”, acrescentava ainda.

A Sé Nova de Bragança só viria a ser inaugurada em 2001, duas décadas depois da morte de D. Abílio Augusto Vaz das Neves, mas o seu contributo perdura, frisa D. José Cordeiro.

“Pelo dom e o mistério da vida episcopal de D. Abílio, é justa e necessária esta celebração de memória grata e esperança cristã!”, frisou o atual bispo de Bragança-Miranda.

D. José Cordeiro concluiu fazendo votos de que este seja para a diocese “um dia de gratidão e de esperança, nos caminhos sempre novos da vocação que se faz missão”, conforme o exemplo deixado por D. Abílio Augusto Vaz das Neves.

JCP

Partilhar:
Share