Vida Consagrada: Diocese do Algarve celebrou os 50 anos do Carmelo de Faro

«Damos graças a Deus, de modo particular, por todo o bem recebido pela nossa diocese ao longo destes anos» – D. Manuel Quintas

Foto: Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Faro, 15 jul 2026 (Ecclesia) – O Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo, na Diocese do Algarve, celebrou celebração dos 50 anos de existência, esta segunda-feira, dia 13 de julho, na véspera, o então bispo do Algarve presidiu à Eucaristia, na capela carmelita.

“Damos graças a Deus, de modo particular, por todo o bem recebido pela nossa diocese ao longo destes 50 anos: bispos, sacerdotes, seminaristas, famílias, leigos em geral, todos enriquecidos pelo testemunho e oração e de uma vida totalmente consagrada a Deus, marcada pela espiritualidade carmelita”, afirmou D. Manuel Quintas, no domingo, citado, esta terça-feira, pelo jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.

O então bispo do Algarve destacou o “dom inestimável” que a comunidade carmelita constituiu para a Igreja diocesana ao longo destes 50 anos “e há de continuar a constituir”, e manifestou “louvor pela vida e pelo testemunho de todas as irmãs que constituíram e que constituem hoje”, sem esquecer “todos os benfeitores”.

As Carmelitas Descalças do Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo, no Patacão, em Faro, celebraram os 50 anos da sua fundação na Diocese do Algarve, neste dia 13 de julho, o programa comemorativo das bodas de ouro começou a 12 de julho de 2025.

“A celebração deste Ano Jubilar, que agora finda, permitiu-nos vivermos mais unidos a esta comunidade no louvor a Deus e à Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo e Rainha do Mundo, à qual este nosso Carmelo está dedicado”, salientou D. Manuel Quintas, sobre a celebração destas bodas de ouro do convento de clausura.

“A celebração de um Jubileu tem habitualmente associado um triplo apelo: olhar o passado com gratidão; viver o presente com entusiasmo, com paixão; e abraçar o futuro sempre com ousadia e audácia próprias de quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo, de quem se dispõe a discernir, a entender os sonhos de Deus e a assumi-los como sonhos seus.”

O Ano Jubilar das Carmelitas Descalças do Patacão terminou, mas, assinalou D. Manuel Quintas, “os seus apelos continuam”, e o primeiro que deixará é “aprender a crescer em fraternidade e em comunhão” com as religiosas de clausura “pela intensificação da oração contemplativa com reflexo na vida quotidiana”.

“Confiamos à misericórdia do Senhor as nossas irmãs fundadoras, os nossos amigos benfeitores e todos os que estiveram connosco e que já se encontram na casa do Pai e de lá agora nos acompanham. Peço-vos que rezeis por nós. Nós também vos acompanhamos com a nossa oração, confiando ao Senhor as vossas necessidades” – Madre do Carmelo, irmã Maria de Lurdes

O provincial da Ordem dos Carmelitas Descalços em Portugal, que concelebrou na Eucaristia, destacou “50 anos de vida contemplativa, de oração incessante, de fidelidade ao carisma e de serviço silencioso à Igreja e ao mundo”.

“Neste Jubileu, damos graças a Deus por todas as irmãs que, ao longo destas cinco décadas, fizeram deste mosteiro uma casa de oração e um sinal vivo da presença de Deus no coração da Igreja. Confiamos ao Senhor o passado, o presente e o futuro desta comunidade”, disse o padre Vasco da Costa.

O Papa uniu-se “espiritualmente à ação de graças das Irmãs”, e, com a bênção apostólica, dirigiu-lhes “uma palavra de encorajamento, para prosseguirem rumo à perfeição da caridade no anúncio do Senhor Ressuscitado, difundindo a esperança do Reino e rezando pela unidade da Igreja”, lê-se no jornal ‘Folha de Domingo’.

“A singular vocação que marca o quotidiano de todas passa por ajudar, com testemunho alegre e sereno, os homens do nosso tempo a rezar, tal como outrora fez Santa Teresa, mestra na oração”, acrescentou Leão XIV na mensagem.

A fundação do Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo aconteceu no dia 13 de julho de 1976, com oito carmelitas descalças, na Solenidade de Santa Teresa de Jesus; o então bispo do Algarve, D. Ernesto Costa, benzeu o mosteiro e sagrou o altar da sua capela, a 15 de outubro de 1980.

CB

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