Cardeal D. Américo Aguiar lembra que «a dignidade da pessoa é o fundamento de toda a organização social»

Setúbal, 02 abr 2026 (Ecclesia) – O cardeal D. Américo Aguiar afirmou hoje que os 50 anos da Constituição da República assinalam um “marco fundamental” da história de Portugal e apelam à renovação dos valores que sustentam a “convivência democrática”.
“Esta efeméride convida-nos não apenas a recordar o caminho percorrido, mas também a renovar o compromisso com os valores que sustentam a nossa convivência democrática: o respeito pela pessoa humana, a promoção do bem comum, a solidariedade entre todos e a atenção particular aos mais frágeis”, afirmou o bispo de Setúbal numa declaração enviada à Agência ECCLESIA.
O cardeal D. Américo Aguiar sublinhou o “sentido de responsabilidade e memória agradecida” da celebração dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, lembrando que nasce do “anseio profundo de liberdade, justiça e dignidade para todos”.
“A Constituição recorda-nos que a dignidade da pessoa é o fundamento de toda a organização social; a fé ilumina-nos no reconhecimento de cada pessoa como irmão e irmã, portadores de uma dignidade inviolável”.
“Como cristãos e como cidadãos, somos chamados a participar ativamente na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e inclusiva”, acrescentou.
O bispo de Setúbal refere os “desafios sociais, económicos e culturais” da atualidade e apela a “não ceder à indiferença nem ao desânimo, mas a cultivar a esperança e o compromisso”.
“A democracia não é apenas um sistema, é uma tarefa permanente que exige a participação responsável de todos”, acrescenta.
“Confiamos este caminho à intercessão da Virgem Santa Maria, invocada entre nós como Nossa Senhora da Conceição, Rainha de Portugal, sinal de unidade e esperança para o nosso povo. Sob o seu olhar materno, aprendemos a cuidar uns dos outros e a edificar uma sociedade mais justa e reconciliada”, afirma.
O cardeal D. Américo Aguiar espera que a interceção de Maria, “Mater Spei”, ajude todos as cidadãs e os cidadãos a ser “construtores de pontes, promotores da paz e testemunhas de uma esperança que não desilude”.
PR
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