Arcebispo primaz presidiu à Missa na festa de São Gualter

Guimarães, 03 ago 2026 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga desafiou os católicos a combaterem a fome e a fragilidade social através de uma partilha equitativa de bens, durante o encerramento das Festas Gualterianas.
“O problema é quando alguns querem ficar com o bem que pertence a todos”, alertou D. José Cordeiro, este domingo, na igreja de São Francisco, em Guimarães.
Numa intervenção citada pelo ‘Diário do Minho’, o responsável católico apelou à mobilização coletiva para que a comunidade funcione como um “contributo positivo na construção do bem comum”, promovendo a justiça e a dignidade humana.
A reflexão partiu da passagem evangélica da multiplicação dos pães para pedir que o espírito fraterno “faça renovar gestos concretos de paz” perante os atuais cenários de guerra.
A homilia evocou um “duplo jubileu”, cruzando a herança de fundação da nacionalidade com a memória dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis.
A vertente religiosa do programa culminou com a realização da Solene Procissão de São Gualter, num trajeto que arrancou na Fonte Santa de Urgezes, espaço isolado onde o frade do século XIII “se refugiava para orar e para pensar”, explicou o presidente da junta de freguesia, Luís Abreu.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, assinalou o “pendor” espiritual da romaria, sublinhando que a cidade recebe os visitantes “de braços abertos”.
A Irmandade de São Gualter assumiu a missão pastoral de manter o culto cívico nas ruas vimaranenses, garantindo que o padroeiro “se mantém profundamente vivo” na região.
OC
