Três jovens partilharam memórias e frutos da organização da primeira edição internacional da Jornada Mundial da Juventude em Portugal

Lisboa, 3 ago 2026 (Ecclesia) – Cristiana Lopes, David Moura e Inês Rocha e Mello participaram na realização da Jornada Mundial da Juventude em Portugal, a JMJ Lisboa 2023, em equipas diocesanas e nacionais, e destacam a transformação e renovação desse encontro, e partilharam memórias.
“Existe a forma de sermos mais espontâneos na fé. Eu acho que se calhar antes, e isto fala muito concretamente dos jovens, tínhamos medo de ser espontâneos, de viver esta espontaneidade da fé, e, agora, haver tanta gente e tantos pares, tantos jovens, a viver também a fé tão espontaneamente, nós também temos a coragem de o fazer”, destacou Cristiana Lopes, que fez parte do Comité Organizador Diocesano (COD) de Leiria-Fátima, em entrevista à Agência ECCLESIA.
“De se ver que a Igreja existe, e que a Igreja pode encontrar-se no espaço público. Isso aconteceu e foi muito bonito”, acrescentou a jovem, que trabalha no Departamento de Acolhimento e Pastoral do Santuário de Fátima, e continua ligada ao Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil de Leiria-Fátima.
A edição internacional da Jornada Mundial da Juventude em Portugal, a JMJ Lisboa 2023, realizou-se há três, decorreu de 1 a 6 de agosto, após os ‘Dias nas Dioceses’, a pré-jornada nas dioceses católicas.
David Moura, do COD da Diocese de Vila Real, considera que a Jornada “demonstrou, ou apresentou à sociedade, uma Igreja viva”, desde o jovem mais novo até ao “jovem mais idoso”, porque esse encontro mundial foi para além dos jovens, “todas as comunidades estavam envolvidas, e isso foi muito importante para o país, sobretudo, para a Igreja como um todo”, e lembrou também a “enorme disponibilidade” para “contribuir”, estar ao serviço.
“Termos toda a gente a trabalhar e a querer receber em suas casas peregrinos, toda a gente a olhar, quem não veio a Lisboa, colada ao ecrã a ver a Jornada Mundial da Juventude, demonstra que foi uma experiência única na Igreja em Portugal, mas sobretudo que englobou toda a gente. Estava toda a gente fixada ou com os olhos postos já desde a preparação”, desenvolveu o jovem vila-realense, que, agora, faz parte do Departamento Nacional da Juventude (DNPJ) da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), é responsável pela área da formação.
Já Inês Rocha e Mello, do Patriarcado de Lisboa, afirma que “uma coisa também clara” foi que se pode “dar protagonismo aos jovens, pode-se dar a vez aos jovens”, porque eles respondem, e a JMJ Lisboa 2023 foi uma boa prova de, “numa dimensão muito grande, dar-se responsabilidade e confiar-se nos jovens para assumir a liderança”.
“Acho que vale a pena apostar nisso, e vale a pena dar espaço a isso, e há vontade dos jovens de participarem, de serem mais ativos nas coisas, de assumirem mais lideranças, não só na Igreja, mas na sociedade, em tudo”, realçou a jovem gestora que integrou o Comité Organizador Local (COL) da JMJ 2023, e está na Fundação Jornada.
Há três anos, Lisboa acolhia o maior encontro mundial de jovens com o Papa, mais de 1,5 milhões de pessoas participaram nos eventos finais, presididos pelo Papa Francisco, no Parque Tejo, renomeado Parque Papa Francisco.
“Mais do que os dias da Jornada, e não desvalorizando, recordamos também com muita graça e com muita alegria os dias da pré-jornada, os ‘Dias nas Dioceses’. Nós tivemos o gosto de acolher muitos jovens estrangeiros e esses dias são aqueles que me trazem maiores memórias porque os vivemos localmente. Não só em Lisboa, depois dos dias da Jornada, mas também na nossa casa”, assinalou
Para David Moura, falar sobre a JMJ Lisboa 2023 “é falar de um sonho muito grande” que tiveram a oportunidade de viver, “um sonho que a Igreja proporcionou, que Cristo proporcionou”, e que foi “sobretudo o tempo mais belo”, que este pôde viver, afirmou na entrevista emitida hoje no Programa ECCLESIA (RTP2).
“Desde a preparação, logo com a passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude, em que todas as comunidades começaram a mobilizar, e daí para a frente novos rostos nas comunidades, uma renovação que estava ali a surgir, e depois a jornada em si”, indicou o jovem da Diocese de Vila Real, que ainda integrou o COL em Lisboa.
Segundo Inês Rocha e Mello, que esteve “10 meses” neste tempo de preparação da Jornada, a primeira marca que lhe ficou da Jornada Mundial da Juventude em Portugal “é da esperança, não só da preparação, mas tudo que foi mensagem do Papa”.
“Uma esperança transversal, porque acho que todos sentimos isso, e eu pessoalmente, que aquilo que nos era proposto fazer era muito maior do que aquilo que era a nossa experiência, do que eram as nossas competências na altura. E era-nos confiado muito, dava-nos uma responsabilidade grande, e ao mesmo tempo, se calhar os 25 mil voluntários parece uma coisa grande, mas na dimensão da jornada era uma coisinha muito pequenina”, explicou a entrevistada que foi a coordenadora da equipa de Formação de Voluntários da JMJ 2023
A nova edição internacional da Jornada Mundial da Juventude vai realizar-se na capital da Coreia do Sul, regressando ao continente asiático, de 3 e 8 de agosto de 2023; a JMJ Seul 2027 tem como tema ‘Tende Coragem, Eu venci o mundo’; o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, da Igreja Católica em Portugal, está a organizar a Peregrinação ‘Vamos Juntos à JMJ Seul 2027’.
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