Bispo da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança assinalou fidelidade «ao princípio mariano de hospitalidade» dos militares, no dia de Nossa Senhora do Carmo

Foto Ordinariato Castrense (Facebook)

Lisboa, 16 jul 2019 (Ecclesia) – O bispo do Ordinariato Castrense disse hoje que a Guarda Nacional Republicana é a “melhor garantia de humanização das relações e de acolhimento dos desventurados”, na homilia da festa de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da instituição.

“Hoje, sob o novo e dramático contexto dos fluxos migratórios e dos milhares de refugiados que chegam à Europa, a GNR, fiel ao seu princípio mariano de hospitalidade, está presente para acolher, encaminhar e garantir as condições indispensáveis, a que todo o ser humano tem direito”, afirmou D. Rui Valério, esta manhã, na Missa nas Ruínas do Carmo.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, disse que a GNR é a “melhor garantia de humanização das relações e de acolhimento dos desventurados”.

O bispo da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança destaca que a Guarda Nacional Republicana “prossegue e mantém vivo esse milagre de ser ponte e comunicação”, com a sua atitude e ação.

“Desde a primeira hora da sua existência, a GNR foi pioneira em criar e estabelecer ligações com todos os lugares e lugarejos do país, de que dão testemunho os seus míticos Postos espalhados e presentes em todas as recônditas povoações de Portugal”, exemplificou.

A Igreja Católica recorda hoje Nossa Senhora do Carmo que, segundo D. Rui Valério “continua a ser” a fiel e garantida presença junto de quem está vulnerável e os militares da Guarda Nacional Republicana, como a sua padroeira, “também não desistem de nenhum abandonado, ferido ou maltratado”, mas “perpetuam no tempo o reconfortante bálsamo de assistir a quem necessita, de acudir a quem brada por socorro”.

“Ao longo da sua história, Portugal habituou-se a ver sempre em vós uma presença constante ao lado dos mais frágeis e vulneráveis, qual fonte de salvaguarda do direito, da justiça e do respeito pela dignidade humana”, observou.

Ao celebrar Nossa Senhora do Carmo está-se “a evocar a Fonte da secular opção preferencial pelos pobres”, há muito abraçada pela Guarda, e a partir dos “novos montes Carmelo”, que são os icónicos Postos da GNR ao longo de todo o território nacional, Nossa Senhora “continua a fitar as alturas” através do olhar dos militares que, “mirando para o Alto, veem a humanidade, estão atentos a ela, vigiando pela sua segurança e proteção”.

“O que ao longo da vida nós temos recebido da nossa Padroeira e Ela nos tem oferecido com desprendimento e gratuidade é aquilo que, na realização e no desempenho da nossa Missão, dedicados à Lei e à Grei, nós damos ao país e concedemos aos cidadãos”, afirmou.

O bispo do Ordinariato Castrense realçou que a GNR “é, na sociedade, o prolongamento” do escapulário protetor de Nossa Senhora do Carmo que “abriga todos” que a procuram para encontrar refúgio seguro e amparo “contra as forças que, por vezes, ameaçam a integridade humana, profissional, patriótica”.

“Com simplicidade, sem outro motivo que não seja a paixão pelo bem de toda a Grei, a Guarda oferece o seu escapulário de segurança indubitável e de proteção incansável a todos, sem exceção alguma, sem qualquer tipo de discriminação”, acrescentou nas Ruinas do Carmo, antiga Igreja do antigo Convento do Carmo, na Missa após a uma procissão no Chiado.

O Papa Francisco deu destaque à festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, na sua conta na rede social Twitter, em @pontifex.

CB

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