Igreja: Beatriz Martins recorda o dia em que recebeu a Primeira Comunhão e confirmou que queria continuar a «receber Jesus»

Telma Alves, recebeu sacramentos de iniciação cristã – Batismo, Eucaristia e Crisma – e caminhou de uma «fé teórica» para uma fé «comprometida e ao serviço»

Foto Agência ECCLESIA/LS

Lisboa, 04 jun 2026 (Ecclesia) – Beatriz Martins tem 10 anos e fez a Primeira Comunhão, na paróquia de Algueirão-Mem Martins, e valorizou à Agência ECCLESIA o sacramento celebrado no passado dia 18 de abril.

Os catequistas do 3º ano – “Bia, Gonçalo e Zé”-, ensinam “muitas coisas”: “Aprendo muito sobre histórias de Jesus, fazemos jogos e cantamos”.

Beatriz sabe que o tempo de catequese é marcado por Festas e que este ano a Festa da Primeira comunhão foi um dia “importante”.

Antes do grande dia, com direito a um vestido bonito “porque ia receber Jesus” e a “bolo de chocolate com morangos”, a Beatriz perguntou a que sabia a hóstia.

“Não me contaram muita coisa – disseram-me que agora eu vou ficar mais perto de Jesus. Quando comunguei sabia um bocadinho a papel, mas ao mesmo tempo também é pão. Quando recebi a hóstia, fui para o meu lugar e estive a rezar. Senti-me bem”, recorda.

Aos 10 anos, Beatriz quer continuar o seu caminho em Igreja, indo à catequese e cantando na missa onde vai acompanhada dos seus pais e da irmã mais velha.

Telma Alves, com 42 anos, partilha com Beatriz a celebração recente do sacramento da Eucaristia, acrescentando no seu percurso a celebração do Batismo e da Confirmação – os três sacramentos de Iniciação Cristã – recebidos na Vigília Pascal.

“Acho que mais do que eu procurar Deus, fui sentindo que Deus me procurava naquilo que eu fui fazendo. Foi um caminho que foi crescendo ao longo também do meu crescimento”, recorda à Agência ECCLESIA.

Foto_ Agência ECCLESIA/LS

Nascida no Alentejo profundo, a assistente social recorda a avó como a pessoa que no seu crescimento marcava a ligação à religiosidade, mas de uma forma distante e esporádica; Telma chegou aos conteúdos religiosos, primeiro por curiosidade intelectual, e depois pelo serviço e cuidados encontrados nos Cuidados Paliativos, na Casa de Saúde da Idanha, das Irmãs Hospitaleiras.

“Acho que o ter ingressado no voluntariado nas Irmãs Hospitaleiras, e o ter contato com os valores hospitaleiros, entrar no quarto dos doentes – que é local sagrado – marcou muito a forma como eu via a Igreja. Passei de uma Igreja que era muito teórica, ou que era a minha visão, para uma vivência de valores cristãos, ao serviço ao outro”, traduz.

Telma Alves encontrou na paróquia de Algueirão Mem-Martins um grupo de formação para adultos, onde permaneceu durante quase dois anos, para perceber que queria receber os sacramentos de Iniciação Cristã.

“Aquele grupo que se reunia uma vez por semana, e agora continua na paróquia, passou a ser uma comunidade. E foi muito curioso perceber como um grupo de pessoas tão diferentes, profissões diferentes, origens diferentes, se juntam num princípio que é comum, num valor que é comum, e com uma intenção que também é comum. Perceber que dessa partilha existem vivências tão ricas e tão diversas, acrescentaram-se particularmente”, sublinha.

A noite da Vigília Pascal, a 4 de abril, “não marca uma nova pessoa”, mas traduz um “compromisso e a noção de responsabilidade”.

“Sinto um voto de confiança da minha comunidade em mim, e assumo uma responsabilidade de integrar uma comunidade que pede o meu melhor. E também creio que a oração se tornou cada vez mais presente na minha vida”, reconhece.

As histórias da Beatriz Martins e de Telma Alves vão estar no centro do programa ECCLESIA, emitido sábado, na Antena 1, pelas 6h.

LS

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