Desenvolvimento/ONU: Santa Sé pede que indicadores económicos considerem as vulnerabilidades dos Estados

«Os esforços de desenvolvimento também devem permanecer firmemente centrados na dignidade da pessoa humana», disse o observador permanente

Foto Lusa, tsunami na Indonésia, dezembro de 2018

Nova Iorque, EUA, 10 jul 2026 (Ecclesia) – A Santa Sé apelou que se tenha em consideração a dignidade da pessoa e a promoção do desenvolvimento humano integral, esta quinta-feira, no Fórum Político de Alto Nível sobre Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, nas Nações Unidas (ONU).

“Os esforços de desenvolvimento também devem permanecer firmemente centrados na dignidade da pessoa humana, concedida por Deus, e na promoção do desenvolvimento humano integral”, disse o observador permanente da Santa Sé junto da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, citado, hoje, pelo portal online ‘Vatican News’.

A missão da Santa Sé na ONU participou no Fórum Político de Alto Nível sobre Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, realizada esta quinta-feira, 9 de julho, sobre realidades frágeis devido à exposição a desastres relacionados ao clima, à degradação ambiental e a choques económicos externos.

“É importante ressaltar que os indicadores económicos convencionais não captam plenamente as realidades com as quais os SIDS se deparam. Tais indicadores não refletem adequadamente as vulnerabilidades únicas e muitas vezes ocultas dos SIDS”, indicou.

A delegação do Vaticano destacou a importância do debate sobre as estratégias para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS, sigla em inglês), reconhecidos como “um caso particular para o desenvolvimento sustentável, tendo em vista suas vulnerabilidades únicas”.

A Agenda de Antígua e Barbuda, por exemplo, são um importante quadro de referência para enfrentar os desafios económicos, sociais e ambientais interligados que esses países enfrentam.

“Para acelerar os avanços rumo à obtenção dos Objetivos nesses Estados, não basta um quadro de referência sólido”, referiu o observador permanente da Santa Sé.

Na intervenção foi citada a encíclica ‘Magnifica Humanitas’ (Magnifica Humanidade) de Leão XIV, onde o Papa exorta a comunidade internacional a ir além dos parâmetros de desenvolvimento vinculados ao produto interno bruto (PIB), que ‘negligenciam quase sistematicamente aspetos essenciais para o bem-estar geral das pessoas e do meio ambiente’.

Neste sentido, o observador permanente da Santa Sé junto da Organização das Nações Unidas sublinhou que é necessária “uma avaliação completa e tempestiva” da forma como as decisões legislativas e regulatórias “afetam a dignidade do trabalho, a prosperidade compartilhada, a redução das desigualdades e a proteção do meio ambiente”, citado pelo portal de notícia do Vaticano na internet.

CB/OC

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