D. Anacleto Oliveira saúda dedicação de quem se encontra na linha da frente do cuidado ao próximo

Foto: Agência ECCLESIA

Viana do Castelo, 23 mar 2020 (Ecclesia) – O bispo da Diocese de Viana do Castelo enviou uma mensagem aos colaboradores em Instituições de Solidariedade Social, para anunciar que a diocese vai disponibilizar instalações para que possam pernoitar e evitar a propagação do Covid-19.

“Na medida das nossas possibilidades, estamos dispostos a proporcionar-vos os meios logísticos necessários, para que, depois do vosso trabalho, não tenhais imprescindivelmente de voltar para casa, para junto dos vossos familiares, podendo assim infetá-los. Já o estamos a fazer em relação a profissionais da saúde. Não será diferente convosco”, escreve D. Anacleto Oliveira, num texto enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O bispo da diocese do Alto Minho pede aos profissionais que se coloquem em contacto com os responsáveis pelas instituições, “sobretudo se integradas no serviço social e caritativo da Diocese”.

“Estou convencido de que eles tudo farão, para conseguirem o referido abrigo, caso seja necessário”, acrescenta.

A mensagem elogia o “caráter” de quem está na linha da frente, ao serviço dos doentes, correndo riscos e à custa, por vezes, da própria vida.

Autênticos mártires, no sentido mais completo do termo: testemunhas da luta pela vida – e, consequentemente, de Deus – paga com a própria vida. Que nos ensina o evangelho de Jesus Cristo, senão isso?!”.

Além dos profissionais de saúde, D. Anacleto Oliveira fala aos que trabalham em valências com pessoas idosas ou mais debilitadas, principalmente os lares e centros de dia.

“Por amor de Deus – e daqueles que Deus mais ama, porque mais precisam – não abandoneis o vosso trabalho: não deixeis os idosos e débeis entregues a si mesmos, salvo naqueles casos extremos em que a vossa saúde já não vos permite continuar e em que certamente se encontrará gente que vos substitua”, apela.

Resguardar-se, com todos os meios e de todos os modos que certamente vos são proporcionados, isso sim. É mesmo um dever: pelo vosso bem e o bem dos vossos, mas também pelo bem de quem, profissionalmente, depende de vós e que, decerto, amais profundamente. Basta pensardes que, no lugar desses idosos, poderíeis estar vós”.

Em Portugal, o novo coronavírus já fez 23 mortos e infetou mais de mil pessoas; na Europa o país mais tingido é Itália, onde já morreram mais de seis mil pessoas.

OC

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