Mensagem do Papa Francisco e testemunhos de diocesanos e do episcopado evocam personalidade próxima e inspiradora

Viseu, 23 jan 2020 (Ecclesia) – A Diocese de Viseu despediu-se hoje de D. Ilídio Leandro, bispo local entre 2006 e 2018, que faleceu esta sexta-feira, aos 69 anos de idade.

A Missa exequial foi celebrada na Catedral diocesana, seguindo o cortejo fúnebre para a terra natal do falecido bispo, Rio de Mel (Pincelo dos Milagres, São Pedro do Sul), onde é sepultado no cemitério local.

O atual bispo de Viseu apelou à união da Igreja diocesana para continuar o “legado espiritual e pastoral” de D. Ilídio Leandro.

“Faço um apelo a toda a igreja diocesana, a todas as pessoas de boa vontade, ao clero, aos diáconos, ao consagrados e aos leigos, para todos nos unirmos e continuarmos o legado espiritual e pastoral que o senhor D. Ilídio iniciou e onde tanto trabalhou”, disse D. António Luciano, em declarações à Agência ECCLESIA.

Na homilia da celebração exequial, o bispo de Viseu afirmou que D. Ilídio Leandro “é um exemplo e incentivo para todos nós, para sermos melhores e mais cristãos”, destacando as marcas de alguém “simples, humilde, acolhedor, competente, disponível, com grande sensibilidade humana e cristã, atento aos pormenores mais pequeninos da vida das pessoas”.

A Missa que reuniu centenas de pessoas, concelebrada por bispos de várias dioceses, evocou um “grande homem, um bom cristão, um exemplar sacerdote e bispo”.

“Animado por esta fé, viveu a sua vida pautada pelas bem-aventuranças e propondo-as aos outros como caminho de santidade. O seu lema episcopal é disso sinal de testemunho: ‘convosco, por Cristo, para todos’”, indicou D. António Luciano.

Ilídio Pinto Leandro, bispo emérito de Viseu, faleceu aos 69 anos de idade, no Hospital de São Teotónio, onde estava internado após agravamento da sua saúde, anunciou a diocese local.

A Diocese promoveu este sábado um “tempo de oração e vigília”; ao início da tarde de hoje, decorreu cortejo fúnebre para a Catedral de Viseu.

O padre Miguel Abreu, presidente da Direção do Centro Sociopastoral da Diocese de Viseu, recorda um “homem simples e atento”, que acolheu todos, “sem barreiras”.

Bruno Soares, sobrinho do falecido bispo, diz que D. Ilídio Leandro era uma “inspiração” para toda a família e para a diocese, pela sua “bondade infindável, de entrega e serviço incansável”.

“Ele foi sempre o elo de ligação que aproximou toda a família”, acrescentou.

Isabel Cardoso recorda um amigo que “transmitia tranquilidade” e “serenidade”; Isabel Dias diz mesmo que foi “a melhor pessoa” que conheceu, na sua vida, que permitia “sentir Cristo nas suas palavras, nos seus passos, em todas as suas atitudes”.

Fátima Eusébio, responsável pelo Departamento Diocesano dos Bens Culturais, admite o “enorme vazio” que fica pela partida de um amigo, que soube deixar uma marca de proximidade.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou em comunicado o seu “sentido pesar” pela morte de D. Ilídio Leandro, bispo emérito de Viseu, recordando a sua “dedicação” a esta comunidade católica, “ao longo do seu ministério sacerdotal e episcopal”.

A título simbólico e em sua homenagem, a Bandeira do Município de Viseu foi colocada a meia haste durante três dias.

D. Ilídio Leandro nasceu a 4 de dezembro de 1950, em Rio de Mel, Distrito e Diocese de Viseu; terminados os estudos em Filosofia e Teologia, no Seminário Maior de Viseu, recebeu a ordenação sacerdotal a 25 de dezembro de 1973, na Catedral de Viseu.

O Papa Bento XVI nomeou-o bispo de Viseu a 10 de junho de 2006 e a ordenação episcopal decorreu a 23 de julho do mesmo ano, sucedendo a D. António Marto.

O cardeal português, atual responsável pela Diocese de Leiria-Fátima, recordou um colaborador “generoso e competente”, que indicou para seu sucessor.

“Não queria sair sem ter um sucessor que continuasse o ritmo pastoral que tínhamos impresso e ele era o mais indicado”, referiu à Agência ECCLESIA.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, publicou este sábado uma mensagem de pesar pelo falecimento do bispo emérito de Viseu, evocando a sua “exemplar trajetória de vida e a ação pastoral”.

LFS/PR/OC

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