Missa Exequial é celebrada este domingo, pelas 15h00, na Catedral de Viseu

Viseu, 23 fev 2020 (Ecclesia) – O bispo de Viseu apelou à união da igreja diocesana para continuar o “legado espiritual e pastoral” de D. Ilídio Leandro, antigo bispo da diocese que faleceu na última sexta-feira.

“Faço um apelo a toda a igreja diocesana, a todas as pessoas de boa vontade,  ao clero, aos diáconos, ao consagrados e aos leigos, para todos nos unirmos e continuarmos o legado espiritual e pastoral que o senhor D. Ilídio iniciou e onde tanto trabalhou”, disse D. António Luciano em declarações à Agência ECCLESIA.

D. Ilídio Pinto Leandro, bispo da Diocese de Viseu entre 2006 e 2018, faleceu no dia 21 de fevereiro, aos 69 anos de idade, no Hospital de São Teotónio (Viseu), onde estava internado, após agravamento da sua saúde.

“Na hora da sua morte estava junto dele a rezar”, recorda o atual bispo de Viseu, com quem D. Ilídio partilhava a circunstância de ter “começado a Quaresma mais cedo”, prevendo também a celebração da Páscoa “mais cedo”.

“Era um homem muito simples e muito humilde. Por isso viveu o seu sofrimento com muita fé e com muita discrição”, testemunha D. António Luciano.

O atual bispo de Viseu afirma que D. Ilídio Leandro marcou a diocese “não só pelo trabalho que desenvolveu em várias frentes”, mas também porque “foi um homem  que passou pela vida de muita gente” e “viveu a esperança, que procurou mostrar até ao último momento da sua vida”.

“Deixa-nos um grande testemunho de vida, um homem amigo dos outros, que vivia com discrição, muito sincero, com muita humildade”, afirma o bispo de Viseu.

D. António Luciano recorda o trabalho de D. Ilídio Leandro “no seminário, nas paróquias, como professor de teologia moral, responsável a nível nacional da Pastoral Juvenil, pároco, diretor espiritual, assistente de muitos movimentos”, que tinha na juventude e na família duas prioridades para a sua ação.

“Ele tinha essa preocupação e nós queremos continuar”, afirmou.

Ilídio Pinto Leandro nasceu a 4 de dezembro de 1950, em Rio de Mel, Distrito e Diocese de Viseu; terminados os estudos em Filosofia e Teologia, no Seminário Maior de Viseu, recebeu a ordenação sacerdotal a 25 de dezembro de 1973, na Catedral de Viseu.

O Papa Bento XVI nomeou-o bispo de Viseu a 10 de junho de 2006 e a ordenação episcopal decorreu a 23 de julho do mesmo ano.

O Papa Francisco aceitou a renúncia a 3 de maio de 2018, sucedendo-lhe D. António Luciano.

Agência ECCLESIA

A 21 de setembro de 2017, a Diocese de Viseu emitiu um comunicado a detalhar os motivos que levaram o bispo local a pedir ao Papa a sua renúncia ao cargo, por motivos de saúde.

“Há sete anos, D. Ilídio sofreu um AVC que, não deixando sequelas físicas, deixou debilidades na sua capacidade de trabalho, que sentia especialmente na condução de reuniões com agenda mais pesada”, referia a nota.

O responsável ainda não atingira a idade prevista para a resignação (75 anos), mas o Direito Canónico pede aos bispos diocesanos que apresentem a sua renúncia em casos de “precária saúde” (cânone 401, §2).

O falecido bispo promoveu a partir de 2010 um Sínodo Diocesano, cujas conclusões foram apresentadas em 2016 como “a base para os planos pastorais dos próximos 10 anos”, e deixou as estruturas diocesanas renovadas, nomeadamente a Casa Episcopal, a Cúria Diocesana, a livraria e “Jornal da Beira”.

Este  domingo, pelas 12h00, decorre o cortejo fúnebre para a Catedral de Viseu, onde o corpo permanece até à celebração da Missa Exequial, pelas 15h00.

As cerimónias prosseguem na terra natal do falecido bispo, Rio de Mel (Pincelo dos Milagres, São Pedro do Sul), onde é celebrada a Eucaristia, pelas 17h00, seguindo-se o sepultamento no cemitério local.

LFS/OC/PR

 

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