Francisco viveu dias de festa, evocando missionação que começou pela mão de portugueses

Foto: Lusa/EPA

Banguecoque, 22 nov 2019 (Ecclesia) – O Papa encerra este sábado a sua primeira viagem à Tailândia, iniciada na quarta-feira, após vários encontro e oito intervenções centradas na defesa dos Direitos Humanos e diálogo entre religiões.

Recebido em festa num país de maioria budista, onde os católicos são cerca de 0,5% da população, Francisco denunciou, no seu primeiro discurso, situações ligadas ao turismo sexual, com exploração de mulheres e menores, elogiando o acolhimento reservado pelos tailandeses a refugiados e migrantes.

O pontífice tornou-se o segundo Papa a visitar o patriarca supremo dos budistas, em Banguecoque, seguindo os passos de São João Paulo II em 1984, para elogiar o clima de liberdade religiosa e o diálogo entre os crentes das várias confissões.

O primeiro encontro com a comunidade católica aconteceu no Hospital de São Luís, particularmente dedicado ao tratamento de crianças, antes da Missa no Estádio Nacional de Banguecoque, onde Francisco deixou novo alerta contra a prostituição infantil e o tráfico humano.

A homilia deixou uma homenagem aos primeiros missionários do país, religiosos portugueses.

“Eram apenas dois os missionários que se animaram a lançar as sementes que, desde então, têm vindo a crescer e florescer numa variedade de iniciativas apostólicas que contribuíram para a vida da nação”.

Frei Jerónimo da Cruz e frei Sebastião do Canto, dominicanos portugueses, foram os primeiros clérigos católicos a estabelecer-se neste território (o antigo Reino do Sião), em 1567, seguidos pelos franciscanos e pelos jesuítas.

A “magnífica história de evangelização” inspirou celebrações com jovens e com os membros de Institutos de Vida Consagrada na Tailândia, desafiadas a dar um rosto local às comunidades católicas.

Num encontro com bispos de toda a Ásia, o Papa denunciou o tráfico de pessoas e exploração laboral, insistindo no tema junto de 18 líderes cristãos e de outras confissões religiosas, a quem pediu um compromisso comum contra a exploração de seres humanos, num clima de diálogo e colaboração.

Francisco ruma ao Japão na manhã de sábado (madrugada em Lisboa), após a cerimónia de despedida no Terminal Aéreo Militar 2 de Banguecoque; a chegada ao Aeroporto de Tóquio-Haneda está marcada para as 17h40 locais (08h40 em Lisboa), seguindo-se um encontro com os bispos nipónicos, na Nunciatura Apostólica

Francisco visita o Japão até 26 de novembro, com um programa que inclui passagens por Hiroxima e Nagasáqui, para apelar à erradicação das armas nucleares.

O lema escolhido para a viagem é ‘Proteger cada vida’.

OC

 

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