Francisco e Ariyavongsagatanana IX reuniram-se no templo real de Banguecoque

Banguecoque, 21 nov 2019 (Ecclesia) – O Papa visitou hoje em Banguecoque o patriarca supremo dos budistas, Ariyavongsagatanana IX, elogiando o clima de liberdade religiosa na Tailândia.

O encontro decorreu no templo real de Wat Ratchabophit Sathit Maha Simaram, onde o Papa se sentou junto ao monge, descalço.

“Agradeço a este povo que, desde a chegada do cristianismo à Tailândia há cerca de quatro séculos e meio, permitiu aos católicos, mesmo sendo um grupo minoritário, desfrutar de liberdade na prática religiosa, vivendo desde há muitos anos em harmonia com os seus irmãos e irmãs budistas”, disse Francisco.

Os primeiros missionários católicos a estabelecer-se no território tailandês (no antigo Reino do Sião) foram os dominicanos portugueses em 1567, seguidos pelos franciscanos e pelos jesuítas.

O Papa sublinhou a importância do budismo para a cultura tailandesa, citando São João Paulo II para elogiar o “estilo de vida sóbrio baseado na contemplação, desapego, trabalho duro e disciplina” da população, falando num “povo do sorriso”.

“O nosso encontro insere-se no caminho de estima e mútuo reconhecimento iniciado pelos nossos antecessores. Na esteira dos seus passos, quero colocar esta visita para aumentar não só o respeito, mas também a amizade entre as nossas comunidades”, indicou.

Ariyavongsagatanana IX, nomeado em 2017, tem a tarefa de guiar o Conselho Supremo da comunidade, promover a religião e assegurar que todos observem os ensinamentos de Buda e os rituais estabelecidos pelo Conselho, na Tailândia.

Francisco recordou o encontro entre o 17.º patriarca supremo, Wanarat (Pun Punnasiri), e o Papa Paulo VI no Vaticano, bem como a visita de João Paulo II ao templo real, em 1984, desejando que “as religiões se manifestem cada vez mais como faróis de esperança, enquanto promotoras e garantes de fraternidade”.

Ariyavongsagatanana IX, por sua vez, saudou a “amizade entre a Igreja Católica e a Sangkha budista tailandesa”, considerando que o Papa Francisco é um “verdadeiro amigo” do país asiático.

Após uma breve reunião privada entre os dois responsáveis, com troca de presentes, o pontífice assinou o Livro de Honra do templo: “Renovo minha oração para que a preciosa tradição de entendimento mútuo entre budistas e católicos continue a crescer e traga frutos de paz abundantes para o amado povo tailandês”.

A visita concluiu-se com uma foto de grupo, junto de 35 monges do mosteiro Wat Pho.

OC

 

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