Obra lança comemorações do centenário do nascimento do primeiro bispo da diocese, em 2027

Setúbal, 26 out 2026 (Ecclesia) – A Fundação D. Manuel Martins apresentou no último sábado o livro “Faça-se Luz” que evoca a vida e o legado do primeiro bispo de Setúbal e lança as comemorações do primeiro centenário do seu nascimento, em 2027.
A obra, que traz para o presente a intervenção religiosa, social de D. Manuel Martins, foi apresentada nos Paços do Concelho, na cidade de Setúbal, e contou com a presença do presidente da Fundação, padre Casimiro Henrique, a presidente em exercício da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, e o bispo diocesano, cardeal D. Américo Aguiar.

De acordo com a informação publicada na página da internet da Diocese de Setúbal, D. Américo Aguiar alertou para o risco de personalidades marcantes da História de Portugal se tornarem “referências distantes”.
“Temos duas hipóteses: acelerarmos o processo e deixarmos que as coisas aconteçam, ou sermos teimosos, resilientes, e fazermos tudo por tudo para alicerçar e fortalecer o legado, a pessoa, a presença e o testemunho”, afirmou.
O bispo de Setúbal agradeceu o trabalho da Fundação D. Manuel Martins, nomeadamente do seu presidente, padre Casimiro Henriques, assim como de António Melo, que coordenou a publicação do livro “Faça-se Luz”.
O centenário do nascimento de D. Manuel Martins, que nasceu a 20 de janeiro de 1927 em Leça do Balio, na Diocese do Porto, e faleceu aos 90 anos de idade, a 24 de setembro de 2017, na sua terra natal, vai ser assinalado durante o ano 2027, nomeadamente com uma exposição a inaugurar na catedral de Setúbal, no dia em que se completam 100 anos do seu nascimento.

“Nesta vida tudo é frágil: a liberdade é frágil, a fraternidade é frágil, tudo é frágil”, afirmou D. Américo Aguiar, sublinhando a necessidade de trazer para os dias de hoje os valores defendidos por D. Manuel Martins.
Na intervenção durante a apresentação do livro “Faça-se Luz”, o padre Casimiro Henriques, presidente da Fundação D. Manuel Martins, afirmou que a obra prolonga a exposição com o mesmo nome, que assinala também os 50 anos da Diocese de Setúbal.
A exposição, a inaugurar no dia 20 de janeiro, reúne obras de 30 artistas, nomeadamente pintores, escultores, músicos e fotógrafos, que criaram obras inspiradas na história e na identidade da diocese.
“O livro permite que essa experiência continue, que as obras sejam revisitadas e que cada leitor encontre nelas novos sentidos”, afirmou o padre Casimiro Henriques.
António Melo, que coordenou a obra agora publicada, disse que a Fundação D. Manuel Martins vai promover um “programa alargado” para comemorar o centenário de nascimento de D. Manuel Martins, nomeadamente uma exposição itinerante, colóquios, jornadas de reflexão e iniciativas de poesia, teatro, música e celebração religiosa, em colaboração com autarquias, instituições e agentes culturais.

A presidente em exercício da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, sublinhou, por sua vez, a dimensão ética e cívica do primeiro bispo, cuja intervenção ultrapassou o âmbito da Igreja.
“O progresso de um território não se mede apenas pelas obras que realiza, mas também pela forma como acolhe, protege e cria oportunidades para quem nele vive”, afirmou.
A informação divulgada pela Diocese de Setúbal indica também que a sessão de apresentação da obra “Faça-se Luz” foi uma ocasião para recordar Eugénio Fonseca, colaborador próximo de D. Manuel Martins e membro da administração da Fundação que assinala o centenário de nascimento do primeiro bispo de Setúbal.
PR
Setúbal inicia celebração do centenário do nascimento de D. Manuel Martins – Emissão 24-10-2026
