Iniciativa decorreu em formato online e teve a participação de leigos

Setúbal, 23 Jan 2021 (Ecclesia) – Com o tema «Setúbal – Igreja em Renovação», as jornadas de formação do clero daquela diocese, de 19 a 21 deste mês, realizaram-se em formato digital e apontaram para uma renovação permanente.

As conferências aconteceram num formato diferente do habitual, sendo transmitidas digitalmente, em linha com as decisões tomadas pelas autoridades públicas e Conferência Episcopal Portuguesa relativamente ao novo confinamento geral, lê-se no site da Diocese de Setúbal.

No primeiro dia, a sessão formativa teve como tema a “Igreja ministerial à luz do Novo Testamento” que teve como orador o padre Mário Sousa, da Diocese do Algarve, Presidente da Associação Bíblica Portuguesa e Professor no Instituto Superior de Teologia de Évora, que versou essencialmente sobre “o contexto teológico existencial dos carismas, dos serviços e dos ministérios, bem como a sua riqueza e variedade, nas comunidades do Novo Testamento”.

Na sua intervenção, o sacerdote e professor apresentou várias considerações sobre a harmonia que deve existir entre os carismas, e que todos estes “devem ser postos ao serviço dos outros”, tendo como propósitos a evangelização e a comunhão.

“São as necessidades e a prática da comunidade que levam à criação do serviço”, disse

O catedrático jubilado da Universidade Católica Portuguesa (UCP), José Borges de Pinho, partilhou o tema “Igreja, Comunhão Ministerial à luz do Concílio Vaticano II”.

O teólogo aprofundou os desafios da Igreja nos tempos atuais, abordando temáticas como a consciência histórica, a pastoralidade, a atitude de diálogo, a universalidade e sinodalidade da Igreja, a abertura e serviço ao mundo, a renovação eclesial e a criatividade.

O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, foi o orador convidado no terceiro dia das Jornadas, e refletiu sobre “Noção de Paróquia, leitura histórica e perspetivas atuais”.

Na sua intervenção, o prelado fez uma revisão da noção e dimensões de Paróquia ao longo da história da Igreja, olhando com particular atenção para a realidade do Patriarcado de Lisboa, que o território da Diocese de Setúbal integrou até 1975.

Das considerações apresentadas, destaca-se a dimensão missionária das paróquias, “que não é um acrescento mas o centro da comunidade, Cristo Ressuscitado”.

Pela primeira vez, as jornadas foram abertas à participação dos leigos mais envolvidos nas atividades pastorais das paróquias e movimentos eclesiais.

LFS

Partilhar:
Share