Na nota pastoral, D. Francisco Senra Coelho refere que está em “absoluta consonância com as orientações” da CEP.

Évora, 23 Jan 2021 (Ecclesia) – O Arcebispo de Évora escreveu uma nota pastoral onde refere que os tempos atuais revestem-se “de profunda gravidade e exigem de todos nós prudência e responsabilidade”.

No documento enviado à Agência ECCLESIA e intitulado «Não tenhas medo, pois Eu estou contigo (Is. 41,10)», D. Francisco Senra Coelho sublinha que em “absoluta consonância com as orientações”, emanadas pela Conferência Episcopal Portuguesa, dirige-se à Arquidiocese de Évora, “neste doloroso momento que nos é dado viver”.

Num momento em que “são pedidos sacrifícios a toda a sociedade, mais uma vez a Igreja em Portugal tomou a dolorosa iniciativa de suspender as celebrações ‘públicas’ da Eucaristia”, lê-se

Esta suspensão “causa sofrimento”, mas “temos consciência de ser este também o nosso contributo para a defesa da saúde e da vida que são Dom de Deus”

No atual contexto, o Arcebispo de Évora reafirma as orientações de 05 de maio de 2020: As “Igrejas e Capelanias poderão abrir as suas portas para oração individual dos fiéis de acordo com as necessidades pastorais e os costumes de cada localidade/comunidade”; “Em relação à Catequese bem como a outras ações formativas, deverão continuar a ser realizadas através das plataformas digitais”; “As Exéquias cristãs poderão celebrar-se com a presença de familiares, seja na Igreja ou na Casa Mortuária ou/e (…) com Encomendação no Cemitério e deverá ter-se em consideração a dimensão do espaço para a celebração, atendendo ao número de familiares presentes” e outras normas aplicáveis, nomeadamente referentes ao Cemitério e “as celebrações do Baptismo, Matrimónio, Confirmação e Unção dos Doentes devem ser adiadas para momento mais oportuno, quando a situação sanitária o permitir, “excepto em situações de assinalável gravidade”, sublinha o documento.

Na Nota Pastoral, o Arcebispo de Évora agradece “a todos os profissionais de saúde, forças de segurança e de socorro, aos Bombeiros, às Santas Casas da Misericórdia, aos Centros Sociais Paroquiais, Fundações e a todos quantos neste tempo de pandemia, tantas vezes esquecendo-se de si, têm oferecido as suas vidas ao cuidado dos outros, especialmente dos doentes, idosos, sós e mais frágeis”.

LFS

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