D. Armando Esteves Domingues presidiu à imposição das cinzas na Casa de Saúde do Espírito Santo, das Irmãs Hospitaleiras

Angra do Heroísmo, Açores, 19 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Angra afirmou na homilia da celebração das cinzas que a Quaresma é “um tempo bom para recomeçar”, para “voltar a fazer de novo, não como antes”, mas com mais amor, mais atenção, e maior consciência.
“Recomeçar é voltar a fazer de novo, não como antes, mas novo”, disse D. Armando Esteves Domingues, aos utentes da Casa de Saúde do Espírito Santo, das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração, na ilha Terceira, citado pelo portal online ‘Igreja Açores’.
O bispo de Angra refletiu sobre a necessidade de conversão interior e na certeza de que Deus não condena, na homilia da Missa de Quarta-feira de Cinzas, onde afirmou que “Deus não vem acusar ninguém, mas reconciliar o homem consigo mesmo, para o curar”.
A Quaresma que se inicia com a celebração de Cinzas (quarta-feira), este ano dia 18 de fevereiro, é um tempo litúrgico de 40 dias (a contagem exclui os domingos), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência; serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão (5 de abril, em 2026).
D. Armando Esteves Domingues explicou que a Quaresma é um verdadeiro “tempo de graça”, “de salvação”, “uma oportunidade concreta de transformação”, e destacou, a partir das leituras proclamadas na celebração – Palavra de Deus –, que era “breve”, mas “cheia de indicações e até avisos”.
Segundo o bispo diocesano, a imposição das cinzas recorda a fragilidade humana – “aquele pouco que nós somos” – mas também a grandeza da ação divina, e “Deus pega nesse pouco, abençoa-o e transforma-o em caminho de santidade”.

“Não é um Deus que castiga ou reprime, mas um Pai que ama e deseja restaurar”, salientou, na Casa de Saúde do Espírito Santo, das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração.
O Bispo de Angra recordou o apelo de São Paulo à reconciliação, insistindo que não é um mandato pesado, mas um convite cheio de ternura, as pessoas têm “fragilidades, mas Deus não quer frágeis”, porque a graça “fortalece e levanta”.
“Cada gesto de perdão, cada pedido de desculpa, cada confissão é sinal de que Deus sussurra ao coração: `Tu és meu filho, eu amo-te´”, destacou, explicando que a espiritualidade quaresmal deve torná-los “mais humanos e, por isso mesmo, mais divinos, mais à maneira de Deus”, informa o sítio online ‘Igreja Açores’.
A renúncia quaresmal, a partilha, é um gesto associado às práticas tradicionais da esmola e do jejum, no qual os fiéis abdicam da compra de bens ou serviços habituais, reservando esse dinheiro para finalidades solidárias específicas, indicadas pelo bispo da diocese, durante o tempo de preparação para a Páscoa.
CB/PR
