Polícia de Segurança Pública celebra festa de São Miguel, seu padroeiro

Foto: PSP

Lisboa, 29 out 2022 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança destacou hoje a importância da Polícia de Segurança Pública (PSP), falando na Missa do padroeiro da instituição, São Miguel Arcanjo.

“A PSP, na senda do seu padroeiro, desempenha uma missão verdadeiramente decisiva no que concerne à defesa e afirmação da verdade, da integralidade e objetividade do bem que, do ponto de vista ético, é efetivamente bom”, disse D. Rui Valério, na capela de São Miguel Arcanjo, na sede da Unidade Especial de Polícia, Belas.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o bispo do Ordinariato Castrense de Portugal recordou que a oração de invocação a São Miguel reconhece-o como ‘defensor dos amigos de Deus, […] para salvar das ciladas do mal’, e, “entre as principais armadilhas”, alertou para a falsidade, destacando que, como o apóstolo Natanael, quem serve na PSP cultiva a verdade.

“Não fingem quando endossam a sua farda ao serviço da Pátria; não falseiam o sentido do dever; não iludem quando juram derramar o próprio sangue e proteger a ordem e garantir segurança a todos, particularmente aos mais vulneráveis, é parte da sua essência”, desenvolveu.

D. Rui Valério incentivou também que nunca falte a quem serve na PSP “espaços de tempo para o cultivo da própria interioridade”, que são os tempos do “respiro da alma”, na agitada vida da missão de ser polícia.

Por intercessão de São Miguel pedimos constância na luta para erradicar todo o mal, todas as ameaças à integridade dos cidadãos, dispondo-nos igualmente a fazer da nossa vida e da nossa alma um laboratório dessa luta travada para que a construção da Nação Segura seja alcançada com o nosso trabalho, a nossa dedicação, mas também com o nosso próprio ser”.

O bispo das Forças Armadas e de Segurança começou a sua homilia a lembrar que o Papa Francisco tem insistido que se vive “não tanto numa época de mudança, quanto numa mudança de época”, e, neste sentido, surgem novos paradigmas, “assim como padrões, nunca antes ventilados, se tornam referências na atualidade”.

“E a verdade é que tanto a pandemia como a guerra na Ucrânia, vieram e estão a dar um contributo acelerador da transição epocal em curso”, observou.

Segundo D. Rui Valério, “ainda é difícil” discernir com clareza e detalhe os contornos do novo tempo, constituindo um desafio inadiável a questão de perceber “o atual contexto onde a Polícia de Segurança Pública situa a sua ação e desenvolve a sua missão”, mas “é mais do que evidente a perceção de que o sentido de ameaça se assumiu como fator cultural”.

Na sede da Unidade Especial de Polícia, o bispo católico explicou que “impressiona” constatar como a sociedade vive “saltitando de ameaça em ameaça”, e identificou a pandemia, relacionou a guerra e economia, o estrangeiro e a estabilidade, “os rigores do verão provocam seca” e a imprevisibilidade do inverno suscita “estados de alerta”, e até os progressos tecnológicos “são um risco para o ambiente e para a ecologia”.

São Miguel Arcanjo foi proclamado pelo Papa Pio XII padroeiro da Polícia de Segurança Pública, há 73 anos.

CB/OC

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