Fátima, 19 jun 2018 (Ecclesia) – A Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios apresentou à Agência ECCLESIA as recém-publicadas «Atas do Simpósio do Clero», dos anos 2012 e 2015, quando prepara o nono encontro deste género, que vai também comemorar os 25 anos destas formações permanentes dos sacerdotes.

“Passados estes anos terá um valor de reavivar o foi dito e escrito mas também servirá para futuras investigações sobre a temática da formação sacerdotal: Quais eram as preocupações de cada ciclo deste simpósio”, explicou o padre José Alfredo Costa, sobre um trabalho que agora fica completo.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o secretário da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios salienta que a formação sacerdotal, cada vez mais, “se quer permanente e num sentido de unidade” que envolva todas as dimensões da vida do padre seja “formação intelectual, pastoral, humana e de relação entre outros padres”.

No livro das atas da 7.ª edição (2012), o simpósio procurou assentar num “alicerce muito especial”, que foi o sacerdote como “homem de fé, ou seja, alguém que acredita profundamente naquilo que depois transmite”.

“Num contexto em que muitas vezes a nossa sociedade não valoriza o papel e a função e a missão do sacerdote e que nalgumas situações pode pôr em causa a identidade do sacerdote e fazer perguntar-se: «Onde está a minha fé?»”, desenvolveu.

“Fazer com que o padre não seja apenas funcionário do sagrado ou da Igreja mas essa nota característica de que o padre é também um homem de fé”, acrescentou o padre José Alfredo Costa.

O sacerdote destacou que a nova publicação tem “um testemunho” D. José Policarpo (1936-2014) que, “lido à distância do seu falecimento, vem reavivar e fazer memória do muito que foi a sua ação” no âmbito da formação sacerdotal.

Já o 8.º simpósio, realizado em 2015, procurou acentuar a dimensão, “um pouquinho mais humana, existencial” – com o tema ‘O padre, irmão e Pastor’ – alguém que desempenha o papel de “caminhar com os outros mas com sentido, com uma direção”.

O secretário da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios realça que nestas atas recuperaram a intervenção de abertura de D. António Francisco dos Santos, antigo bispo do Porto falecido em 2017, que “faz evocar alegria, o entusiasmo” que colocava nestas questões.

“A publicação destes testemunhos ajuda, agora e num futuro próximo, a compreendermos a evolução da própria formação, das preocupações dos sacerdotes ao longo dos últimos anos”, sublinha o padre José Alfredo Costa.

O sacerdote recorda que em 2015 os simpósios contaram com a participação do monge Luciano Manicardi, do mosteiro italiano de Bose, que testemunhou a necessidade de formação “completa, permanente e atual do sacerdote” para acompanhar as pessoas nas circunstâncias da vida, “cada vez, mais novas, exigentes, complexas”.

“Em cada circunstância, momento da história, há pequeninas acentuações que os simpósios procuraram tratar, trabalhar e dar elementos para que as pessoas possam viver melhor o seu ministério”, acrescenta.

Segundo o padre José Alfredo Costa, estes encontros que se realizam a cada três anos procuram concentrar, numa semana, o estudo e a reflexão que depois ajude no dia-a-dia “tantas solicitações pastorais e humanas” que o padre ou sacerdote têm.

O sacerdote adianta que durante a formação no seminário e na formação académica nas faculdades de Teologia “é sempre” destacada a “necessidade de uma atualização permanente, da formação continua a vários níveis”.

O Simpósio do Clero 2018, que vai comemorar a bodas de prata destes encontros, vai ter como tema ‘O Padre: ministro e testemunha da alegria do Evangelho’, de 3 a 6 de setembro, em Fátima.

JCP/CB

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