Formação, reflexão e convívio é a marca do encontro que comemora 25 anos de existência

Fátima, 19 jun 2018 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios referiu que o Simpósio do Clero 2018 vai abranger um leque variado de questões “que se colocam hoje à vida dos padres”, para “serem testemunhas alegres do Evangelho”.

“Este simpósio será, certamente, um momento sobretudo para todos sentirmos mais a alegria de ser padre. Também nos fará bem e precisamos”, afirmou D. António Augusto Azevedo, em declarações à Agência ECCLESIA.

O Simpósio do Clero vai ter como tema ‘O Padre: ministro e testemunha da alegria do Evangelho’, de 3 a 6 de setembro, em Fátima.

“Um tema muito inspirado na reflexão e nos desafios propostos pelo Papa Francisco. A alegria do Evangelho deve estar no centro da vida da Igreja e, evidentemente, por natureza, no centro das preocupações, do trabalho e vida dos sacerdotes como testemunhas dessa alegria, desse Evangelho ser capaz de apaixonar a vida das pessoas”, desenvolveu o bispo auxiliar do Porto.

Neste contexto, realçou que o magistério do pontífice argentino tem sido “muito rico, muito fecundo e também desafiante” quanto à vida dos padres e a ideia de fundo “muito clara” que os sacerdotes “reencontrem o essencial do ministério”, que tem a ver com o essencial do Evangelho.

“O padre anunciador pela palavra e vida que faz a todos, e ao mundo, reencontrar alegria do Evangelho. Um padre seja Homem convertido e anunciador ao mundo da novidade do Evangelho, creio que tem sido esse o grande esforço do Papa”, exemplificou D. António Augusto Azevedo.

O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios destacou do programa a conferência ‘O ministério sacerdotal no magistério do Papa Francisco’, do prefeito da Congregação para o Clero, o cardeal Beniamino Stella, a 3 de setembro.

No dia seguinte, o secretário do mesmo organismo da Santa Sé, D. Jorge Carlos Patrón Wong, vai apresentar aos padres em Portugal o tema ‘A formação sacerdotal na Igreja do Futuro’ e ‘A formação para a fidelidade e fecundidade no ministério’.

D. António Augusto Azevedo destaca que o conferencista “é a pessoa mais habilitada” para falar sobre “a implementação das novas orientações para a formação dos sacerdotes”.

“Como se formam padres para este tempo, a formação sacerdotal para hoje e seja na fase inicial, nos seminários, seja ao longo da vida, formação permanente”, acrescentou.

No Simpósio do Clero 2018 há também uma “abordagem especial” à dimensão espiritual da vida do sacerdote, que “é aquela que alimenta muito a fecundidade do ministério”, com o padre Pablo d’Ors, da Associação Amigos do Deserto.

Segundo o presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios vai haver espaço também para o “testemunho” da experiência e das realizações dos sacerdotes, em vários ambientes – “hospital ou prisão, militares, académicos, escolares” – e meios sociais, como “na cidade, nos meios urbanos, suburbanos, mundo rural”.

D. António Augusto Azevedo assinala que o encontro de formação vai terminar com uma conferência dedicada ao celibato, um “tema sempre clássico”, mas que “hoje tem contornos muito atuais”, associado aos outros conceitos evangélicos da obediência e da fraternidade, apresentado pelo bispo emérito de San Sebastian (Espanha), D. Juan Maria Uriarte, a 6 de setembro.

No dia 3 de setembro, o 9.º Simpósio do Clero começa com uma evocação a D. António Francisco dos Santos, antigo bispo do Porto, falecido em setembro de 2017.

O encontro comemora as suas bodas de prata e D. António Augusto Azevedo sublinha que “é sempre um momento alto” de “encontro, reunião, diálogo, de reflexão” e conhecimento dos sacerdotes de Portugal.

O secretário da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios acrescenta que hoje a sociedade, em geral, e as comunidades cristãs, em particular, “também exigem” uma formação continua ao seu pároco ou padre.

“É interessante verificar que as pessoas reclamam isso para o seu sacerdote. As pessoas estão mais ávidas do modo como se diz a verdade da fé, como se transmite a revelação, como se fala de Deus, a celebração dos mistérios”, desenvolveu o padre José Alfredo Costa, à margem da apresentação da ‘Atas do Simpósio do Clero’ dos anos 2012 e 2015.

JCP/CB

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