Porto: Bispo apela à solidariedade da diocese em prol da Venezuela, através de «recolha de fundos»

«Não podemos ficar indiferentes», diz D. Manuel Linda, perante devastação causada pelos sismos no país sul-americano

Porto, 02 jul 2026 (Ecclesia) – O bispo do Porto apelou esta quarta-feira à solidariedade da diocese para com o povo da Venezuela, que sofreu dois sismos na passada semana, indicando que foi aberta uma angariação de fundos para o efeito.

“Não podemos ficar indiferentes. A Diocese do Porto já colaborou para a reconstrução e para a ajuda momentânea àquelas pessoas, mas agora decidimos abrir como que uma espécie de recolha de fundos”, afirmou D. Manuel Linda no vídeo publicado na rede social Youtube da diocese.

O bispo informa que os donativos são “exclusivamente em dinheiro”, uma vez que não existe outra possibilidade de enviar para o país bens materiais, que serão canalizados mediante a Igreja que está na Venezuela, para a ajuda aos mais carenciados”.

“Então, se quiser colaborar, e eu apelo a todos nesta necessidade de colaboração, por favor mandem-nos as suas ofertas com essa indicação expressa de que se destina à Venezuela, para a nossa Cúria Diocesana, que nós faremos chegar à Venezuela”, referiu.

Na mensagem, D. Manuel Linda refere que tem “muito medo” que só daqui a alguns dias ou semanas se conheça a amplitude da tragédia, quer em número de mortos, quer na destruição dos edifícios.

As contribuições pode ser feitas através do seguinte meio de doação:

IBAN: PT50.0018.2194.01559041020.17

Também a Cáritas Portuguesa lançou uma campanha nacional de recolha de fundos para apoiar a população venezuelana, disponibilizando várias formas de contribuição.

Dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5, com um intervalo inferior a 40 segundos, ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, e foram seguidos por centenas de réplicas.

O último balanço oficial da tragédia ocorrida a 24 de junho indica que os abalos provocaram 2.295 mortos e 11.267 feridos

As autoridades confirmam a morte de pelo menos 75 cidadãos portugueses ou lusodescendentes, contabilizando ainda 66 pessoas desaparecidas ou incontactáveis na sequência da catástrofe.

LJ/OC

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