Portalegre-Castelo Branco: «O túmulo não te fecha porque Jesus entrou nele para que tu saísses!» – D. Pedro Fernandes

Bispo de Portalegre-Castelo Branco lembrou na Vigília Pascal que a alegria é a linguagem própria do ser cristão

Foto: Padre Nuno Folgado (arquivo)

Castelo Branco, 04 abr 2026 (Ecclesia) – Foi a Sé cocatedral de Castelo Branco a acolher a celebração diocesana da Vigília Pascal, o momento litúrgico foi presidido por D. Pedro Fernandes que lembrou que “o Ressuscitado não é uma memória difusa e abstrata” mas o contrário.

É “Pessoa Viva, luminosa e ardente, abraçando cada tempo, o nosso tempo, assumindo cada vida, a nossa vida”, disse D. Pedro Fernandes, que salientou que a contemplação de cruz “não se centra na dor mas no amor” e a espiritualidade cristã “alimenta-se da alegria que vai colher à fonte do Amor do Crucificado”, na homilia enviada à Agência ECCLESIA.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco sublinhou que “a alegria é a linguagem própria do ser cristão” e que essa alegria foi experimentada pelas mulheres que depararam com o sepulcro vazio; mulheres que ali recebem “um mandato primordial” que é o início da “experiência de missão” da Igreja.

D. Pedro Fernandes, citou ainda as palavras do anjo junto ao sepulcro, “não tenhais medo” para recordar que elas “dissipam” a “densidade da dor humana, o peso da nossa violência, do nosso egoísmo” referiu.

“O túmulo não te fecha porque Jesus entrou nele para que tu saísses!”, afirmou D. Pedro Fernandes, pedindo para não nos deixarmos convencer por “vozes malévolas que te sussurram que tu não vales, que tu não podes, que tu não és”.

O bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco salientou também que não nos devemos ficar pelas “palavras ou belas liturgias” remetendo os crentes a seguir Cristo “no concreto poeirento do quotidiano”.

Aonde a “distração, a superficialidade, o medo ou a preguiça nos espreitam para nos fazer esquecer o essencial”, referiu D. Pedro Fernandes.

A Igreja Católica celebrou nas últimas horas de sábado e nas primeiras deste Domingo de Páscoa o principal e mais antigo momento do ano litúrgico, a Vigília Pascal, assinalando a ressurreição de Jesus, elemento central da fé cristã.

Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística.

HM

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