Para D. Antonino Dias, em Cristo, a natureza humana «foi assumida e não destruída»

 

Fotos: Agência ECCLESIA

Castelo Branco, 02 abr 2021 (Ecclesia) – O bispo de Portalegre-Castelo Branco afirmou hoje na homilia da celebração da Paixão que Jesus “era realmente homem” e fez-se “companheiro de viagem” de todas as pessoas.

“Muitas vezes cometemos o erro de considerar Cristo apenas como Deus. Parece que há medo de tirar todas as consequências d’ Ele ser humano”, afirmou D. Antonino na Sé de Castelo Branco.

Para o bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, a natureza humana “foi assumida e não destruída” em Jesus Cristo.

“Às vezes, pensa-se que Ele, desde criança, sabia tudo e não tinha necessidade de aprender nada, ninguém o podia enganar, não tinha medo. E até há quem diga que, na Cruz, não sofreu assim tanto porque era Deus”, referiu.

D. Antonino Dias sublinhou que “Jesus trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com coração humano”.

O bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco lembrou que, embora sendo Filho de Deus, Jesus “aprendeu pelo sofrimento quanto é duro obedecer”.

“Podemos confiar nele. Ele tem consciência dos nossos sofrimentos, das nossas angústias e das nossas dores”, sublinhou.

Na Celebração da Paixão do Senhor,  D. Antonino Dias lembrou a solidão de Jesus, no caminho da Cruz, referindo que agora está sempre presente no sofrimento humano.

“Por maior que seja o nosso sofrimento e o nosso abandono, se ele esteve sozinho, nós nunca estaremos sozinhos. Ele está connosco” afirmou.

A Igreja Católica evoca em Sexta-feira Santa a morte de Jesus, num dia em que não é celebrada a Missa, mas uma cerimónia com a apresentação e adoração da cruz.

PR

 

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