Testemunho de Luís Almeida, estudante de Medicina

Lisboa, 29 abr 2018 (Ecclesia) – O estudante de Medicina Luís Almeida considera “fulcral” o “equilíbrio” entre trabalho e família e no encontro nacional da Associação dos Médicos Católicos Portugueses afirmou que um médico, como um cristão, tem de ser “um homem dedicado ao próximo”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o estudante universitário, que está no 2.º ano, recordou que o pai, médico, lhe falou na necessidade de ser alguém “que se debruça sobre o outro, sem preconceções, sem preconceitos”.

“(O médico é) uma pessoa que se inclina sobre o outro com um amor imenso, com atenção imensa, aberto ao próximo, sentindo tudo o que a pessoa que temos à nossa frente vive e sofre como se fosse nosso”, acrescentou.

À margem do encontro nacional da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), em Lisboa, Luís Almeida destacou o “equilíbrio enorme, a base de sustentação” e “integridade” que como futuro médico tem de ter para fazer a “diferença” quando tem à frente uma pessoa “que se quer matar” ou que dependente de algo “se destrói, está a chorar, em pânico” e quer ajuda, “tudo é a realidade de um médico”.

“Um médico e um cristão têm de ser um homem acima de tudo dedicado ao próximo”, realçou o estudante que já no curso de Economia procurou meios de agir “enquanto católico, enquanto cristão” que acredita “ser a melhor forma de exercer as profissões”.

Neste contexto, quando começou a estudar Medicina “foi natural” procurar uma comunidade, como a AMCP, que tivesse como “missão servir o próximo adorando a Deus sobre todas as coisas”.

“Fico muito feliz por saber que há pessoas que ainda não desistiram, dá-me força, esperança para nunca desistir na minha vida”, desenvolveu.

‘Ser Médico Hoje: Equilíbrios, Desafios e Missões’ foi o tema que reuniu os médicos católicos, em Lisboa.

Um desequilíbrio que “é transversal” a todas as profissões mas que para o entrevistado devia “preocupar imenso dentro da profissão” que “seja a regra e a lei”.

“A importância do equilíbrio nos dias de hoje é fulcral porque vivemos numa sociedade, num tempo, em que tudo nos desequilibra, tudo preocupa além das fronteiras de nós próprios, da nossa comunidade, da nossa Ordem dos médicos, do nosso saber científico”, comentou o jovem estudante, observando que “dentro de fronteiras também há várias preocupações”.

Para Luís Almeida, ouvir nas conferências a experiência de “médicos que lutaram uma vida inteira” pela missão nobre de “ser um clínico em prol do próximo e ao serviço de Deus” é uma fonte de inspiração para um dia fazer a diferença.

“É impossível termos a legislação contra o doente e contra o médico, contra o estudo da medicina, contra o exercício da medicina”, desenvolveu.

Equilíbrio Trabalho – Família’, ‘Desafio da Formação, Gestão e Comunicação em Medicina’ e ‘Missão no Santuário, com os Refugiados e na Política’, foram os tópicos principais do encontro; os médicos católicos também comentaram os assuntos da eutanásia e mudança de género.

AMCP, que está a assinalar 103 anos de existência, tem por finalidade “congregar os profissionais da medicina que se afirmam católicos e desejam exercer a sua profissão à luz dos princípios evangélicos”.

CB

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