«Irei participar com muita alegria, também com entusiasmo jovem» – D. Antonino Dias

Foto: Agência ECCLESIA/CB

Évora, 31 jan 2022 (Ecclesia) – A Diocese de Portalegre-Castelo Branco recebeu este domingo os símbolos da Jornada Mundial da Juventude – a cruz e o ícone mariano – que vão peregrinar por este território, passando por todos os arciprestados, até ao dia 5 de março.

“[As expectativas] são muito grandes, podemos mostrar aos jovens o tamanho que são estas jornadas, os símbolos, e chamar mais pessoas para a Igreja, mais jovens para a nossa Igreja”, disse Rita Marques, de 19 anos, à Agência ECCLESIA.

Para a jovem da Paróquia do Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, vai ser muito bom poderem acompanhar “os símbolos nesta caminhada até Lisboa”, a cidade que vai receber a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 1 a 6 de agosto de 2023.

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco recebeu este domingo os símbolos da JMJ na igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, Évora, após a passagem pela arquidiocese alentejana, terceira etapa desta peregrinação.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco salientou que os símbolos “são importantes” e vão “sensibilizar não só a juventude mas todas as comunidades, paróquias”, sintonizando-as com a caminhada que estão a fazer.

“É sempre um desafio para ajudar a sensibilizar, a sacudir, e a agregar, e a pôr-nos em marcha em direção à jornada”, acrescentou D. Antonino Dias, em declarações à Agência ECCLESIA.

A cruz peregrina e o ícone mariano vão percorrer os cinco arciprestados de Portalegre-Castelo Branco, até 5 de março, e o bispo diocesano adianta que vai “participar com muita alegria, também com entusiasmo jovem”.

A partir do título do hino da JMJ, D. Antonino Dias afirma que “há pressa de dar à vida sentido”, de se entusiasmarem uns aos outros nesta meta, “nesta caminhada da evangelização”.

Margarida Coimbra, com 21 anos, afirma que é “uma grande responsabilidade” receber os dois símbolos que já passaram por muitos países.

A jovem de Abrantes, arciprestado que vai receber a cruz e o Ícone de Maria Salus Populi Romani, de 12 a 19 de fevereiro, realça que “a expectativa está elevada”, esperando que esta experiência traga “crescimento interior”.

A entrevista fala da JMJ 2023 como uma “oportunidade de globalização”, que lhe vai permitir conhecer pessoas de outros países.

Foto: COD Portalegre-Castelo Branco

O padre João Lourenço, um dos coordenadores do Comité Organizador Diocesano (COD) de Portalegre-Castelo Branco, adianta que cada arciprestado (conjunto de paróquias) organizou o programa de acordo com a realidadelocal.

Em Portalegre, com um “clero mais idoso e a população mais concentrada”, vão ser sobretudo os grupos a passar pela igreja.

“Nos outros arciprestados, a grande maioria, os símbolos vão peregrinar visitando instituições, lares de idosos, algumas escolas, as paróquias, grupos de jovens”, acrescentou.

O sacerdote salienta que a Jornada, se é da juventude, “também é um desafio para toda a Igreja, a crescer”, e querem contar com o apoio de todos, “antes de mais orante, e depois até do suporte material”, nomeadamente para acolher os jovens que vão receber nos Dias na Diocese, antes da JMJ Lisboa 2023.

“Precisamos também de mobilizar as pessoas para abrir um bocadinho o coração para acolher quem chega”, observou o coordenador.

CB/OC

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