Participantes nas Jornadas Nacionais de Comunicação apontaram prioridades para uma estratégia de comunicação em torno de seis temas

Leiria, 24 set 2026 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais afirmou hoje que é necessário trabalhar em rede e apontou à necessidade de todos se unirem em torno da comunicação numa possível visita do Papa.
“Se o Papa vier, temos de ser todos a comunicar e a comunicar bem”, afirmou D. Alexandre Palma no encerramento das Jornadas Nacionais de Comunicação Social.
O bispo auxiliar de Lisboa apontou para a necessidade de fazer com que a presença do Papa seja “ocasião de evangelização”.
“Diante da montanha de desafios que temos diante de nós, temos de estar mais ou menos coordenados ou, dispersos, estamos mais fracos, estamos mais frágeis”.
A nossa preocupação não é que façam rede comigo. Queremos é que façam rede entre vocês”.
O presidente da Comissão Episcopal lembrou a necessidade de criar uma agenda comunicativa coordenada entre dioceses e a Conferência Episcopal, mas tendo um “traço caraterístico” de cada região.
D. Alexandre Palma afirmou que os jornalistas e colaboradores dos media, para além de serem competentes a contar, também têm de ser “competentes a escutar”, referindo que a proposta das Jornadas Nacionais de Comunicação Social seguiu esse propósito, reunindo sugestões para um plano para os próximos três anos.
“Temos de construir um plano de ação para os próximos três anos que possa ajudar a estarmos melhor do que estamos hoje”, afirmou.
Durante a tarde, os participantes nas Jornadas Nacionais de Comunicação Social reuniram-se em grupos de trabalho, em torno de seis temas, para apontar ações a concretizar, seja a nível nacional, como a nível de cada diocese.
“Organizar um secretariado diocesano”, “cuidar a comunicação institucional”, “criar conteúdos digitais”, “informar sobre a Igreja e a religião”, “comunicar nos media eclesiais” e “anunciar na missão digital” foram os temas abordados.
|
O grupo de trabalho que analisou a forma de organizar um secretariado diocesano das comunicações sociais concluiu que é necessário garantir “proximidade com as lideranças” católicas, obter a formação necessária e a articulação com os vários ambientes das dioceses, e ter “confiança e estratégia”, desde logo pelo conhecimento recíproco, entre as várias dioceses, dos contactos e dos meios de comunicação existente. O grupo que trabalhou em torno da comunicação institucional que a Igreja Católica deve promover apontou a necessidade de “constituir equipas capacitadas e profissionais”, sensibilizando a hierarquia para a importância do tema, planear “pelo menos com um ano de antecedência” e antecipar “crises” e promover o trabalho em rede, sem alimentar preconceitos recíprocos, entre os media e a Igreja Para “informar sobre a Igreja e a religião” nos meios de comunicação social generalista, os participantes no grupo de reflexão afirmaram que o “ponto de partida é conhecer e compreender” o que faz o jornalismo, tendo presente que, nos media, há muito pouco interesse por temas da Igreja, que tem de mostrar que é relevante, esforçando-se “por fim a preconceitos recíprocos”, entre os media e a Igreja. O tema “criar conteúdos digitais” esteve também em análise pelos participantes na Jornadas Nacionais de Comunicação Social, que valorizaram a necessidade de ir além das notícias e apresentar a experiências positivas das comunidades crentes, chegando a todos, nomeadamente às pessoas com deficiência criando conteúdos específicos, e partilhando em “conteúdos e ferramentas em encontros entre secretariados diocesanos”. Para comunicar os media eclesiais, os participantes no grupo de trabalho referiram a necessidade de reforçar os meios, materiais e humanos, a “cooperação entre instituições ligadas à Igreja” e a “maior necessidade da profissionalização e mobilização da Igreja em relação ao trabalho que é desenvolvido”. O grupo sugeriu também que sejam trabalhados “conteúdos intemporais”, contando “casos de pessoas” que possam ir além “da bolha do dia a dia”, criando “ganchos mediáticos” e aprofundando os temas. O sexto grupo analisar as formas de anunciar na missão digital, concluindo que os conteúdos publicados devem ter o objetivo de “congregar e não afirmar”, criando comunidades que, a partir do digital, apontem para o presencial, tendo sempre presente a necessidade de formação necessária que garanta a qualidade do conteúdo, assim como da forma. |
PR






