Igreja/Media: Jornadas Nacionais de Comunicação Social debatem «gramática do encontro» e trabalho em rede

Iniciativa decorre no Seminário de Leiria

Leiria, 24 set 2026 (Ecclesia) – O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) promove hoje as suas jornadas nacionais, no Seminário de Leiria, com o objetivo de desenhar um “mapa conjunto” para o setor na Igreja Católica em Portugal, sob o lema ‘Por uma gramática do encontro’.

O presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais, D. Alexandre Palma, definiu como urgência a articulação das diferentes instituições em rede e alertou para a perda da “arte do diálogo” na sociedade atual, exigindo que a Igreja aposte numa linguagem de “reflexão” e “provocação” para transmitir a sua mensagem.

Recusando um modelo limitado à mera “informação de eventos”, o bispo auxiliar de Lisboa disse à Agência ECCLESIA que a comunicação não pode ser tratada como um departamento paralelo fechado em “silos”, devendo antes assumir-se como “uma linha que atravessa as diversas expressões da atividade da Igreja”, desde a liturgia à juventude.

O encontro, que reúne responsáveis diocesanos, profissionais de comunicação institucional, jornalistas e produtores de conteúdos digitais, arranca com um debate focado na urgência de “reaprender a arte de conversar”, protagonizado por D. Alexandre Palma e pelo jornalista João Miguel Tavares.

Numa nota dirigida aos participantes, a organização assume a vontade de encontrar caminhos que ajudem os comunicadores a ser “construtores de templos de Jerusalém e não promotores de torres de Babel”, adotando a escuta recíproca como ponto de partida.

O programa de trabalho desenvolve-se, durante a tarde, através de dinâmicas de grupo centradas em eixos de ação práticos: a organização de secretariados diocesanos, o cuidado com a comunicação institucional, a criação de conteúdos digitais, o acompanhamento jornalístico do fenómeno religioso, a comunicação nos media eclesiais e o anúncio na missão digital.

A reflexão sobre os desafios contemporâneos estende-se ao impacto das ferramentas digitais e da inteligência artificial, com a comissão episcopal a vincar que a tecnologia tem de assumir um papel instrumental “ao serviço da promoção da dignidade da pessoa humana”, garantindo permanentemente uma comunicação “de humanos para humanos”.

OC

Partilhar:
Scroll to Top