Obra da autoria de Luís Miguel Ferraz analisa a cobertura no jornal diocesano «O Mensageiro»

Fátima, 08 jul 2026 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima lançou uma obra histórica que analisa o impacto das aparições marianas durante a primeira década depois das aparições, focando o estudo na cobertura jornalística do jornal diocesano “O Mensageiro”.
“Conhecer melhor a história não diminui a fé de quem acredita, nem fortalece automaticamente a posição de quem não acredita”, assinalou o autor da investigação, Luís Miguel Ferraz.
“O propósito foi o de olhar para Fátima como um historiador, procurando compreender o contexto em que tudo aconteceu, as reações que suscitou, a forma como aquelas notícias foram sendo recebidas, discutidas e transmitidas”, partilhou o autor, citado pela página oficial do Santuário.
A apresentação da obra, decorrida no encerramento do segundo dia dos Cursos de Verão, esteve a cargo do investigador Paulo Fontes, do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa.
O académico sustentou que o livro rejeita o pendor puramente devocional para dissecar a transição de um “catolicismo defensivo” para um movimento de mobilização capaz de contornar a laicização imposta pela I República.
A investigação resgata o papel decisivo do padre José Ferreira Lacerda, fundador da publicação, que entrevistou os videntes em 1917 após regressar da frente de batalha na I Guerra Mundial.
Luís Miguel Ferraz explicou que o propósito da edição consistiu em assumir o escrutínio do historiador para compreender as reações e a transmissão fidedigna das notícias originais.
O quinto volume da coleção “História, Cultura e Sociedade”, intitulado “As Aparições de Fátima no jornal O Mensageiro (1917–1927)”, materializa mais de uma década de investigação atualizada.
A obra pode ser adquirida nas lojas do Santuário de Fátima.
OC
