Campanha de sensibilização rodoviária para motociclistas une Governo, instituições católicas e da sociedade civil

Lisboa, 08 jul 2026 (Ecclesia) – O patriarca de Lisboa associou-se hoje ao lançamento de uma campanha nacional de segurança rodoviária para motociclistas, sublinhando que a sinistralidade nas estradas transcende a mera dimensão técnica ou administrativa.
“A verdadeira prevenção começa no coração, quando deixamos de ver o outro como obstáculo e passamos a reconhecê-lo como pessoa. Chegar mais depressa nunca pode valer mais do que chegar em segurança. Nenhuma pressa justifica pôr uma vida em risco”, advertiu D. Rui Valério.
A intervenção decorreu no Ministério da Administração Interna, durante a apresentação da iniciativa rodoviária com o lema ‘Neste Verão, tu escolhes como chegar… escolhe chegar bem!’.
A estrada é um espaço comum. Nela se revela a qualidade da nossa convivência. Podemos usá-la como lugar de impaciência, agressividade e indiferença; ou podemos transformá-la num espaço de respeito, prudência e responsabilidade. Conduzir bem é também viver bem em sociedade.”
A campanha de sensibilização rodoviária para motociclistas é uma iniciativa promovida pela ABC – Associação Bênção dos Capacetes, em parceria com o Ministério da Administração Interna, Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Publica, ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Patriarcado de Lisboa, Santuário de Fátima e Câmara Municipal de Ourém.
A ação preventiva prolonga-se até ao dia 30 de setembro e visa consciencializar a população para os perigos da velocidade, respondendo ao aumento sazonal da circulação de motociclos.
D. Rui Valério apelou à adoção de uma “verdadeira cultura do cuidado”, recordando que os limites de velocidade e a sobriedade ao volante não são apenas obrigações legais, mas verdadeiros “gestos de cidadania”.
“Cada acidente evitado é muito mais do que uma estatística melhorada, é uma vida protegida, uma família poupada ao sofrimento e uma comunidade preservada de uma perda irreparável”, alertou o responsável católico.
O patriarca de Lisboa enquadrou esta prioridade de saúde pública na Doutrina Social da Igreja, vincando que o respeito pelas regras de trânsito materializa a defesa da dignidade humana e ajuda a construir uma sociedade fraterna.
“Promover a segurança rodoviária é escolher um futuro mais humano. É transformar a estrada num lugar de responsabilidade e não de ameaça; de convivência e não de confronto; de cuidado e não de indiferença”, sustentou.
Já o ministro da Administração Interna considerou que há “uma guerra civil” nas estradas portuguesas e pede às autoridades que terminem com o “campeonato das prescrições”.
Citado pela Renascença, Luís Neves avisou os responsáveis pelas forças de segurança presentes na sessão que “a lei é para cumprir”, acrescentando que “quem prevaricou tem que ser responsabilizado imediatamente”.
A cerimónia oficial assinalou também a assinatura do protocolo de colaboração interinstitucional focado na organização da XI Peregrinação da Bênção dos Capacetes ao Santuário de Fátima.
OC
