«Portugal é do tamanho da sua fé» – D. Rui Valério

Foto: Regimento de Viseu-RI 14

Viseu, 06 dez 2019 (Ecclesia) – O bispo do Ordinariato Castrense disse hoje aos militares do Regimento de Viseu-RI 14 que “defender e promover a Paz é uma missão estritamente natalícia”, na homilia da Missa dos 177 anos da instituição.

“Incumbe-nos a exigente tarefa de zelar para que a chama da Paz acesa com o nascimento do Filho de Deus não se extinga nem apague. É em nome dessa chama que existimos, estamos presentes e operamos não só em Portugal, como também em tantos lugares do mundo como na República Centro-africana, no Afeganistão, no Iraque, no Mali, em São Tomé e Príncipe”, afirmou D. Rui Valério, numa intervenção enviada à Agência ECCLESIA.

O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança falou sobre os caminhos que os católicos são “chamados a percorrer” no tempo litúrgico do Advento, rumo ao Natal.

“Tal itinerário interpela-nos também a nós Militares, pois estamos certos e temos plena consciência de que a nossa vocação de defender e promover a Paz é uma Missão estritamente natalícia”, assinalou, na igreja dos Terceiros.

D. Rui Valério sustentou que em Viseu se compreende que Portugal “é do tamanho da sua fé” e que uma das marcas deixadas pelos portugueses onde “chegaram e estiveram é a presença nas almas desses inúmeros povos da fé em Cristo” e nas, suas tradições religiosas e culturais, “a alegre celebração do Natal como nascimento de Jesus Cristo”.

O responsável do Ordinariato Castrense salientou que Viseu foi o “lar de personalidades/ colunas que plasmaram tanto” a identidade lusa como a nacionalidade de Portugal, o que atribui ao Regimento RI 14 “uma inerente responsabilidade e missão de perseveração”.

Neste contexto, começou por destacar a “figura incontornável de Viriato” que “importa mais” pela sua dimensão simbólica de “lutador pela liberdade, autodeterminação e unidade de um povo”.

“O RI 14 desfruta do raro privilégio de respirar o ar onde tais valores foram plasmados e de estar circundado por uma paisagem que incute caráter e afina prontidão e disponibilidade para o combate e para a luta”, acrescentou.

Depois, D. Rui Valério destacou São Teotónio, “o primeiro santo português a subir às honras dos altares”, que foi “um dos principais conselheiros de D. Afonso Henriques”, uma figura que “para sempre estará indissociavelmente unida a Viseu”.

“Se D. Afonso Henriques representa a força, o corpo, São Teotónio a alma portuguesa”, destacou.

A Igreja Católica coloca sob a jurisdição do Ordinariato Castrense todos os fiéis militares e também aqueles que, por vínculo da lei civil, se encontram ao serviço das Forças Armadas; são também setores integrantes as Forças de Segurança, ou seja, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública.

CB/OC

Partilhar:
Share