Bispo da diocese presidiu pela primeira vez à Missa crismal e lembrou vítimas do acidente com autocarro turístico

Funchal, 18 abr 2019 (Ecclesia) – O bispo do Funchal alertou hoje os padres da sua diocese para as tentações do poder e do “estatuto social”, para o exercício do “serviço em horários determinados”, desviando-se das tarefas que lhe foram confiadas.

“São tentações do poder, político ou religioso, da importância, do estatuto social, ou tentações de se deixar diluir por entre a multidão, de ser como os demais e, quando muito, exercer o seu serviço em horários determinados, qual funcionário de uma instituição religiosa”, enunciou D. Nuno Brás na missa crismal a que presidiu, pela primeira vez, esta manhã na Sé do Funchal.

Aos sacerdotes o bispo lembrou “as várias tarefas” que hoje são solicitadas, “muitas em si boas e que integram a sua missão mas que não raras vezes o afastam do centro da sua existência”.

D. Nuno Brás falou também de “pensamentos” que podem “desviar” das tarefas que “o Senhor lhe confiou”.

Apelando à humildade do clero, o bispo do Funchal alertou para a fonte das “capacidades ou missão” que conduz um sacerdote.

“Por nós, por muito sábios que porventura sejamos; por muito bons e clarividentes que nos julguemos ou que nos pensem os nossos semelhantes, nunca deixaremos de ser pecadores e frágeis, incapazes de pronunciar com verdade o «hoje» de Deus”, afirmou.

D. Nuno Brás disse que o olhar “de quem escolhe” para a missão só pode chamar à humildade e à consciência da fragilidade.

O bispo do Funchal pediu ainda “a mesma disponibilidade e entusiasmo” do dia da ordenação para o serviço e uma particular atenção para os “pobres”, para os que têm “o coração atribulado”, “os cativos e prisioneiros, enredados nas malhas de tantos vícios e pecados”.

No início da Eucaristia, o responsável referiu-se ao acidente rodoviário que vitimou 29 pessoas, esta quarta-feira, no Caniço.

“Queremos estar próximo das famílias daqueles que morreram, rezar por eles, estar próximos também das vítimas que ficaram feridas”, disse D. Nuno Brás, recordando ainda os profissionais que os acompanham.

LS/OC

Homilia de D. Nuno Brás na Missa Crismal 2019

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