Fátima: Forças Armadas e de Segurança em peregrinação num «caminho interior» e de «conversão à verdade»

D. Sérgio Dinis presidiu a celebração de envio de 90 peregrinos

Foto Ordinariato Castrense

Lisboa, 09 mar 2026 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança disse hoje, no início da peregrinação do Ordinariato Castrense a Fátima, que este é “um caminho de verdade”, “diante de Deus”, consigo próprio e “diante dos outros”.

“Talvez, ao longo destes dias de caminhada, cada um descubra também a sua própria fragilidade, um pecado, uma ferida interior, um cansaço da alma. Não tenhais medo de a colocar diante de Deus. O Senhor não se afasta das nossas feridas; aproxima-se delas para nos curar”, afirmou D. Sérgio Diniz, na igreja dos Navegantes, em Lisboa, durante a celebração de envio de 90 militares.

Os três ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança – Marinha, o Exército e a Força Aérea – peregrinam ao Santuário de Fátima, com chegada prevista para o dia 13; um grupo de 50 peregrinos parte de Coimbra, prevendo juntar-se no santuário na sexta-feira, segundo informação do Ordinariato Castrense enviado à Agência ECCLESIA.

“A peregrinação que hoje começa pode ser precisamente isso: um caminho de verdade. Verdade diante de Deus. Verdade diante de nós próprios. Verdade diante dos outros”, indicou.

O responsável reconheceu que a peregrinação a Fátima se trata antes de um “caminho interior”, que começa no “altar” e nasce “no batismo”.

“Também nós fomos mergulhados numa água. Talvez quando éramos crianças, talvez sem memória desse momento. Mas, naquele instante, aconteceu algo decisivo: Deus tocou a nossa vida, purificou-nos e fez-nos seus filhos. O Batismo não foi apenas um rito do passado. É uma identidade para toda a vida. Cada peregrinação cristã é, no fundo, um regresso às águas do Batismo”, explicou.

D. Sérgio Dinis recordou o tempo quaresmal que a Igreja católica vive, com um convite à conversão: “Somos homens e mulheres chamados à conversão. Não porque sejamos perfeitos, mas porque somos batizados”.

A conversão, indicou, convida à verdade e esta “não é uma ideia”, mas uma “relação viva com Cristo”.

“Muitas vezes, aquilo que Deus quer realizar em nós encontra resistência no nosso próprio coração. Também a peregrinação é combate espiritual. Haverá cansaço, dores nos pés, talvez momentos de desânimo. Mas cada passo pode tornar-se oração. Cada sacrifício pode tornar-se oferta. Cada silêncio pode tornar-se encontro com Deus”, convidou.

Com destino no Santuário de Fátima, o bispo das Forças Armadas e de Segurança indicou o convite de Maria ao essencial.

“Viver como batizados, confiar em Cristo e deixar que Deus transforme o nosso coração. Por isso, quando vos sentirdes cansados, lembrai-vos desta verdade simples: não caminhais sozinhos. Caminhais como filhos de Deus”, finalizou.

LS

Partilhar:
Scroll to Top