António José Seguro manifesta «profundo pesar» pela morte de uma figura que «uniu rigor científico e humanismo»

Lisboa, 06 ago 2026 (Ecclesia) – O presidente da República manifestou hoje “profundo pesar” pela morte do professor catedrático Francisco Carvalho Guerra, falecido aos 93 anos de idade.
“O seu nome ficará indissociavelmente ligado à fundação e consolidação do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, que dirigiu por mais de vinte anos, transformando-o numa instituição de referência e alargando a oferta formativa da região”, referiu António José Seguro, em nota divulgada pelo Palácio de Belém.
O texto evoca “uma das figuras mais marcantes do ensino superior e da ciência”, em Portugal.
Francisco Carvalho Guerra nasceu a 19 de outubro de 1932 na freguesia bracarense de São Pedro de Oliveira.
O seu trajeto académico iniciou-se na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, onde completou a licenciatura em 1956 e o doutoramento em Bioquímica em 1964.
O investigador ocupou o cargo de vice-reitor da instituição portuense entre 1985 e 1991, onde “teve um papel decisivo na criação de estruturas de investigação que hoje se contam entre as mais prestigiadas do país, ajudando a lançar as bases para a fixação de uma nova geração de cientistas portugueses”, escreve António José Seguro.
Carvalho Guerra dedicou mais de 20 anos à presidência do Centro Regional do Porto da UCP, consolidando a presença desta universidade no norte do país e alargando a sua oferta formativa.
A vasta carreira incluiu as funções de presidente da Sociedade Portuguesa de Bioquímica e primeiro bastonário da Ordem dos Farmacêuticos.
“Homem de ciência e de fé, o seu percurso foi justamente reconhecido, pelos seus pares, através da concessão da Medalha de Ouro da Ordem dos Farmacêuticos, em 2012, pela Igreja Católica, que lhe conferiu a Comenda da Ordem Equestre de São Gregório Magno, em 2020, e pelo Estado português, com a atribuição da Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 1995”, indicou o presidente da República.
António José Seguro realça que, de Francisco Carvalho Guerra, “fica a memória de um professor que uniu rigor científico e humanismo e cujo legado continuará presente nas instituições que ajudou a construir e nas gerações que por elas passaram”.
A reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Isabel Capeloa Gil, quis recordar o falecido investigador como um homem que “deixou uma marca profunda na afirmação e no desenvolvimento desta casa de ensino”.
A Câmara Municipal de Braga publicou também uma declaração a lamentar a perda de um “ilustre bracarense”, homenageando um “percurso académico, científico e cívico de exceção”.
OC
Ensino/Portugal: Universidade Católica lamenta morte de Francisco Carvalho Guerra
