«Se esta presença tiver servido para aproximar uma única pessoa de Deus, então já valeu a pena», afirmou jovem André Roque

Angra do Heroísmo, Açores, 06 ago 2026 (Ecclesia) – O Caminho Neocatecumenal dinamizou uma peregrinação-missão de verão na Diocese de Angra, com 160 jovens dos Açores e da Madeira, de 27 de julho a 3 de agosto, nas ilhas das Flores e do Corvo.
“Se teremos frutos nas Flores ou no Corvo, isso Deus saberá. Talvez se colham muitos sem nós alguma vez o sabermos. Se esta presença tiver servido para aproximar uma única pessoa de Deus, então já valeu a pena”, disse André Roque, sobre a missão que terminou segunda-feira, citado pelo portal online ‘Igreja Açores’, esta quarta-feira.
O jovem do Caminho Neocatecumenal, que entrou para este movimento da Igreja Católica já na idade adulta, participou na sua sétima peregrinação, e afirma que “foi uma grande graça”, viveram dias “muito ricos na Palavra de Deus, na convivência e no encontro entre jovens muito diferentes, mas unidos no essencial, que é Cristo”.
A peregrinação-missão 2026 do Caminho Neocatecumenal à Diocese de Angra – nas ilhas das Flores e do Corvo -, realizou-se entre 27 de julho e 3 de agosto, e mobilizou jovens dos Açores e da Madeira, numa semana de oração, convivência, escuta da Palavra de Deus e encontro com as comunidades locais.
“Embora deixemos algum testemunho por onde passamos, estas peregrinações são, sobretudo, uma enorme riqueza para nós. São momentos em que vamos beber à fonte que nos dá força para enfrentar a vida de todos os dias”, realçou André Roque, de 28 anos de idade, que reside na ilha do Pico.

Já Tomás Nunes saiu das Flores e do Corvo “maravilhado pela beleza extraordinária” do arquipélago açoriano, e “profundamente agradecido pelos florentinos e corvinos.
“Sobretudo, saio certo de que Deus me chamou, me deu uns pais que me ensinaram o valor da fé, e me diz todos os dias que me ama”, acrescentou.
Os 160 jovens foram acompanhados por famílias do Caminho Neocatecumenal, e ao longo desta semana participaram nas Eucaristias das Paróquias de Santa Cruz e da Fazenda, percorreram diversos lugares das Flores e estiveram dois dias em missão na ilha do Corvo junto da população.
“Esta peregrinação superou tudo. Houve momentos verdadeiramente tocantes”, assinalou Tomás Nunes, que, desses momentos, destacou um versículo do Salmo 34 – ‘Saboreai e vede como o Senhor é bom”.
“O Senhor é bom e nunca me abandona; muitas vezes, sobretudo nas épocas de exames, interrogava-me se seria capaz de terminar a licenciatura. Hoje sei que, se consegui chegar ao fim, foi o Senhor quem me deu ânimo e forças”, acrescentou o jovem missionário de 21 anos, da ilha de São Miguel.
Para o Tomás Nunes, as catequeses da peregrinação-missão também ajudaram-no a reconhecer algumas fragilidades pessoais, e explicou que, “muitas vezes”, sente necessidade de se afirmar “junto dos colegas, nem que seja para os fazer rir, apenas para ser aceite”.
“Mas isso deixa de fazer sentido quando descubro que tenho o amor de Deus. Não preciso de procurar continuamente o reconhecimento dos outros, porque Deus ama-me infinitamente como sou”, afirmou.

André Roque partilhou ainda que “vivia uma vida que parecia livre, mas faltava-lhe sentido”, cresceu numa família sem prática religiosa, e, atualmente, tem mais dois irmãos no Caminho, cresceu “ateu e era agnóstico”, quando conheceu o Caminho Neocatecumenal.
“Fui batizado em adulto, em 2022. Estes anos de caminhada transformaram-me profundamente. Quando refletia sobre as grandes questões da vida – o sentido da existência, a morte, pro exemplo – percebia que havia qualquer coisa que faltava. Agora percebo que aquilo que me faltava era Cristo”, explicou.
No final da missão realizaram a chamada vocacional e responderam seis participantes – três rapazes e três raparigas – que manifestaram o desejo de iniciar um caminho de discernimento da sua vocação cristã, para o sacerdócio, a vida contemplativa e para a missão como leigos, informa o sítio online ‘Igreja Açores’.
CB/OC
![]() O bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, acompanhou a iniciativa e enviou palavras de encorajamento, gratidão e a sua bênção, aos participantes da missão que foi coordenada pelo ouvidor das Flores, o padre Júlio Rocha, em conjunto com a equipa de catequistas do Caminho Neocatecumenal, constituída por Lourenço e Paula Tourais, pelo padre Ángel Martín e por Luís Boavida. Esta peregrinação missionária 2026 para jovens do Caminho Neocatecumenal integrou-se no percurso de preparação para a edição internacional da Jornada Mundial da Juventude, em 2027, a capital da Coreia do Sul, e teve o mesmo tema dessa JMJ em Seul, ‘Tende coragem: eu venci o mundo!’. O Caminho Neocatecumenal que está nos Açores desde 2004, chegou a Portugal por volta de 1969, quando o fundador deste movimento, Kiko Argüello, foi viver para a Penha de França, no Patriarcado de Lisboa; em 2020 eram mais de 300 comunidades nas dioceses portuguesas. Reconhecido pela Igreja Católica, como um itinerário de formação válido para a sociedade e os dias de hoje, o Caminho Neocatecumenal nasceu em Espanha, em 1964, por iniciativa do pintor e músico Kiko Argüello e da missionária Carmen Hernández, já falecida. |

