Antigo ministro geral dos Franciscanos presidiu a Missa dominical na Cova da Iria

Fátima, 04 out 2026 (Ecclesia) – O arcebispo de Mérida-Badajoz presidiu hoje à Missa dominical no Santuário de Fátima, apelando a uma revisão profunda sobre a forma como se administram os bens comunitários e eclesiais.
“Não somos proprietários, somos administradores dos dons da comunidade, da Igreja e da sociedade”, alertou D. José Rodríguez Carballo, perante milhares de peregrinos.
O antigo responsável máximo da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) evocou a memória de São Francisco de Assis, falecido há 800 anos, para rejeitar a transformação das instituições num “couto privado de interesses”, exigindo obras concretas de justiça.
“O Evangelho para Francisco foi, e para a família franciscana deve ser, e para todos os batizados, regra e vida”, assinalou o presidente da celebração, numa homilia divulgada pelo Santuário de Fátima.
O arcebispo espanhol apresentou a fraternidade como o primeiro pilar do testamento espiritual franciscano, desafiando a assembleia ao acolhimento constante das debilidades do próximo.
“A fraternidade edifica-se sobre a debilidade e sobre a pobreza dos outros e da minha também”, apontou.
“Nós não fazemos voto de pobreza, fazemos voto de viver sem nada próprio, que é muito mais exigente”, precisou o antigo responsável mundial dos Franciscanos.
D. José Rodríguez Carballo associou esta ausência de propriedade a uma genuína “liberdade evangélica” feita de abandono total e confiança em Deus.
“Francisco amou a Igreja concreta, feita de homens, de santos e de pecadores”, defendeu o ex-secretário do atual Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada, a propósito da fidelidade institucional.
A Eucaristia assinalou a peregrinação nacional da Família Franciscana e o 75.º aniversário da missão das Irmãs Paulinas em território nacional.
O Santuário de Fátima acolheu grupos oriundos de várias dioceses portuguesas, da Espanha, Alemanha, França, Polónia e Reino Unido.
OC
