Évora: Arcebispo destaca Santa Beatriz da Silva como exemplo de discernimento

Religiosa de Campo Maior foi beatificada há 100 anos e canonizada há 50

Foto: Agência ECCLESIA/OC

Évora, 04 out 2026 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora publicou uma mensagem para assinalar os 50 anos da canonização de Santa Beatriz da Silva (1426-1492), apontando a religiosa alentejana como modelo de discernimento cristão.

“A verdadeira renovação não consiste simplesmente em multiplicar atividades ou alterar estruturas”, alertou D. Francisco José Senra Coelho.

A nota evoca uma “vida inteiramente entregue a Deus pelas mãos da Imaculada”, rejeitando a procura de resultados imediatos na ação pastoral e recordou que as decisões mais fecundas exigem tempo e espera.

“Uma Igreja sem espaço para o silêncio e para a oração corre o risco de se esgotar nas suas próprias atividades”, sustentou.

O texto realça que “a fidelidade cristã também não pode confundir-se com imobilismo”.

A mensagem assinala os 50 anos da canonização, presidida em Roma pelo Papa São Paulo VI, a 3de outubro de 1976, e o centenário da beatificação de Beatriz da Silva.

A mensagem destaca que a santa portuguesa “não é uma figura distante”, lembrando que a vila de Campo Maior logrou o reconhecimento como seu local de nascimento.

D. Francisco Senra Coelho enalteceu particularmente o testemunho orante das Monjas Concepcionistas Franciscanas, sediadas no referido concelho, e a matriz assistencial das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, originárias da cidade de Elvas.

“A contemplação e a caridade nunca deveriam ser separadas”, exortou, acrescentando que “uma Igreja sem espaço para o silêncio e para a oração corre o risco de se esgotar”.

O cinquentenário da canonização coincide com o início do novo Ano Pastoral da Arquidiocese, vivido sob o lema ‘Comunidade Cristã: Fidelidade e Renovação’.

“Ser fiel é permanecer no Senhor e permitir que Ele continue a purificar, a corrigir e a renovar a nossa vida”, assinala a nota.

O Ano Jubilar de Santa Beatriz da Silva decorre até 31 de dezembro de 2026.

“Desejo que este tempo de graça deixe frutos duradouros na vida da nossa Igreja: uma oração mais profunda, uma participação mais consciente na Eucaristia e na Reconciliação, um amor mais filial à Virgem Imaculada, maior atenção aos pobres e uma disponibilidade renovada para escutar o chamamento de Deus”, escreve D. Francisco Senra Coelho.

OC

Partilhar:
Scroll to Top