D. José Ornelas destacou «bênção da chuva» e pediu cuidado com a natureza

Foto: Santuário de Fátima

Fátima, 13 set 2022 (Ecclesia) – O bispo de Leiria-Fátima recordou hoje as crianças que não podem ir à escola, no início de um novo ano letivo, e pediu a paz, na Ucrânia e noutros países, como Moçambique.

“Rezamos também pelos problemas do mundo que nos preocupam, a começar pelo problema da guerra e de todas as suas consequências de morte, destruição, de refugiados, não só na Ucrânia, mas também em Moçambique”, disse D. José Ornelas, no Santuário de Fátima.

Na saudação final da peregrinação internacional aniversária de 13 de setembro à Cova da Iria, o bispo de Leiria-Fátima lamentou o “assassínio de uma irmã missionária, oriunda da Itália”, há uma semana, num ataque terrorista em Chipene, norte de Moçambique.

A irmã Maria De Coppi, de 83 anos, trabalhava em Moçambique, desde 1963, e foi assassinada a tiro.

Aos peregrinos italianos, D. José Ornelas lembrou uma “mártir da missão, da solidariedade”, e pediu que “o Senhor lhe dê a paz e ao povo que ela serviu”.

O Papa Francisco também recordou a religiosa italiana, este domingo, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.

Na penúltima celebração anual das aparições de Nossa Senhora em Fátima, D. José Ornelas manifestou “especial carinho” pelas crianças e jovens que esta semana estão a começar as aulas um novo ano letivo.

“Não esqueçamos que Maria disse aos pastorinhos que deviam ir à escola, isto não é um dever, é um privilégio que infelizmente muitas crianças no mundo não têm”, indicou.

A peregrinação internacional aniversária de setembro, que faz memória da quinta aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos, foi marcada pela chuva, uma “dificuldade e incómodo”, mas também “foi uma bênção do céu”.

“Uma bênção que Maria nos traz e recorda as dificuldades que vivemos, com seca que nos afligiu, com os fogos florestais que destruíram a natureza, e causaram tantos problemas”, acrescentou D. José Ornelas.

Neste contexto, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima evocou a “fragilidade” do planeta e o dever que cada pessoa tem e o compromisso que assumiu “de cuidar desta terra que o Senhor deu para que possa servir para nós todos”.

“E possa ser deixada às novas gerações como lugar da nossa casa comum e lugar onde os bens desta terra possam ser distribuídos para a vida, a dignidade e o futuro de todos”, acrescentou.

O bispo diocesano também agradeceu a presença dos peregrinos e peregrinas, dos sacerdotes, os bispos eméritos de Leiria-Fátima, com uma palavra especial para D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, que presidiu às celebrações do 13 de setembro.

CB/OC

 

 

 

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