D. Francisco Senra Coelho pede também aos cristãos que cuidem “das fragilidades e pobrezas” do tempo atual com o bálsamo de Deus

Foto: Agência ECCLESIA/LFS

Évora, 19 Out 2021 (Ecclesia) – D. Francisco Senra Coelho disse, este domingo, na homilia da celebração de abertura do Sínodo na Arquidiocese de Évora que com este processo “vive-se três oportunidades” e a igreja deve ser “um lugar aberto onde todos se sintam em casa”

“A primeira é encaminhar-nos para uma igreja sinodal: um lugar aberto, onde todos se sintam em casa e possam participar”; “Na segunda o Sínodo oferece-nos a oportunidade de nos tornarmos Igreja em escuta ao fazer uma pausa dos nossos ritmos, ao controlar as nossas ânsias pastorais para pararmos a escutar. Escutar o Espírito na adoração e na oração irmanando-nos assim numa Igreja de proximidade” e “A proximidade, fruto da Sinodalidade é a terceira oportunidade”, realçou o Arcebispo de Évora na Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora.

O estilo de Deus “é proximidade, compaixão e ternura”, mas se “não se chegar a esta Igreja da proximidade com atitudes de compaixão e ternura”, não se é “Igreja do Senhor… uma Igreja que não se alheie da vida, mas antes se comprometa”, acrescentou D. Francisco Senra Coelho.

Na celebração, o Arcebispo de Évora pediu aos cristãos que se cuide “das fragilidades e pobrezas” do tempo atual “curando as feridas e sarando os corações dilacerados com o bálsamo de Deus”.

As dioceses portuguesas assinalam, a partir deste domingo, a fase inicial de consulta e mobilização das comunidades católicas no processo sinodal convocado pelo Papa, que decorre até 2023.

A auscultação das Igrejas locais é uma etapa inédita, desenhada pelo Papa Francisco, que pediu a cada bispo que replicasse a celebração de abertura que decorreu no Vaticano, a 9 e 10 de outubro, com uma cerimónia diocesana.

LFS

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