D. Francisco Senra Coelho explica este dia em que Jesus visitou os mortos

Foto: Maria Figueira

Évora, 20 abr 2019 (Ecclesia) – D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora, na celebração da Paixão e Morte do Senhor, aponta como perceber a morte sendo um repouso e destaca o dia de sábado santo para “acompanhar este repouso”.

“Sábado Santo, com Maria, Mãe e Modelo dos Discípulos Missionários, iremos acompanhar Jesus na sepultura. Também esta é encarada não como um lugar de aniquilamento, mas de repouso. 

Tal como Deus repousa após a obra da criação também o Filho de Deus repousa após a obra da redenção. Neste Seu repouso, Jesus está em plena actividade. Ele vai visitar os  mortos”, referiu na sua homilia.

O arcebispo de Évora falou dos últimos momentos de vida de Cristo e de como é difícil de entender como morte.

“Tudo isto está consumado (cf. Jo 19, 30). E  todo Ele está consumido. Jesus consumou a Sua missão e consumiu a Sua  vida: consumiu a Sua vida ao consumar a Sua missão. Estará tudo  terminado? É óbvio que Jesus morreu. Mas os primeiros cristãos não entenderam a  Sua morte como morte.

“Santo Agostinho percebeu que Jesus, ao nascer para morrer, nasceu para viver a nossa morte. «Participando da nossa morte, torna-nos participantes da Sua vida». Jesus muda tudo: Ele vai ao ponto de nos «vitalizar» na própria morte!”, referiu.

O prelado acrescentou ainda que “a vida de Jesus não terminou” e que precisa dos cristãos.

Não é de vinagre que  Jesus tem sede. Jesus tem sede de nós: da nossa fidelidade, do nosso amor. Que nós, os seus Discípulos do Século XXI, tenhamos sede d’Ele como Ele tem sede de nós. Na Sua morte, disponhamo-nos a transformar a nossa vida e a sermos suas testemunhas, missionárias”, concluiu.

SN

 

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