Celebrações nos Açores, Algarve e Lisboa destacaram missão dos jornalistas

Lisboa, 16 mai 2021 (Ecclesia) – D. João Lavrador, bispo de Angra, assinalou hoje a celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais e a importância deste setor “para promover a dignidade humana e a evangelização”, na defesa dos mais vulneráveis.

“É bom que esteja atenta às reações das pessoas, aos problemas dos mais desprotegidos perante a opinião pública e os poderes públicos”, disse o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, na Missa da solenidade da Ascensão de Jesus, a que presidiu na catedral açoriana.

“Neste tempo de dificuldade, mais importante se torna”, acrescentou.

Numa celebração com transmissão online, o responsável começou por saudar todas as pessoas que trabalham nos media, “tão ricos e tão variados”.

O bispo de Angra recordou a atenção que a Igreja Católica tem vindo a dedicar aos media, nas últimas décadas, e ao papel da Comunicação, este ano com apelos do Papa Francisco para ir ao encontro de cada pessoa, nas suas circunstâncias concretas.

“É preciso ir e ver”, realçou.

Uma atitude “positiva” dos cristãos perante a Comunicação Social, apresentando a mensagem do Evangelho como “uma boa notícia”.

“O Evangelho é fundamental para uma nova cultura”, indicou.

A mensagem do Papa Francisco para o 55.º Dia Mundial das Comunicações Sociais (DMCS) tem como tema ‘«Vem e verás» (Jo 1, 46). Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são’.

Em Lisboa, D. Américo Aguiar, bispo auxiliar do Patriarcado, presidiu à Missa na Paróquia do Parque das Nações, com transmissão televisiva, e saudou as pessoas “que dedicam a sua vida” ao trabalho jornalístico, particularmente os que morreram em cenários de guerra ou na cobertura da pandemia, no último ano.

O vogal da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais sublinhou a importância da “função do jornalista”, alguém que “assume no seu coração e na sua vida uma regra, um código de vida, um código deontológico”.

O bispo auxiliar de Lisboa comentou os recentes episódios com trabalhadores imigrantes em Odemira, convidando a “gritar bem alto” em defesa do próximo.

“Não permitamos o desrespeito pelo outro, o desrespeito pela dignidade dos outros”, apelou.

Paulo Rocha, diretor da Agência ECCLESIA e secretário desta comissão, disse no início desta Eucaristia, que o DMCS tem acontecido anualmente “em torno de mensagens inspiradoras do Papa”.

O jornalista apontou à necessidade de uma comunicação ao encontro das pessoas, “para melhor comunicar o Evangelho neste tempo”, num dia que convida a “valorizar os projetos” mediáticos que existem na Igreja na sociedade.

D. Manuel Quintas, bispo do Algarve, celebrou a data na Missa a que presidiu na igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Tavira, com a presença da diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, Isabel Figueiredo.

Para o responsável católico, todos são chamados a “palmilhar os caminhos do mundo”, no cumprimento da sua missão, como jornalistas e como cristãos.

O bispo do Algarve apelou a uma informação “mais autêntica, verdadeira”, que procura rostos concretos, manifestando o seu reconhecimento pelos profissionais da Comunicação Social, que trabalham muitas vezes em condições “adversas”.

Isabel Figueiredo, por sua vez, recordou aos participantes e a quem acompanhou a transmissão online da Eucaristia, “a importância que a Igreja tem dado à Comunicação Social”.

A diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Socias realçou que, na sua mensagem para este dia, o Papa pede aos jornalistas que “vão ao encontro das pessoas, vejam o que se passa e sejam capazes de o relatar a todos”.

“Precisamos de gastar a sola dos sapatos uns com os outros”, acrescentou, citando uma das passagens do texto assinado por Francisco.

OC

O Dia Mundial das Comunicações Sociais foi a única celebração do género estabelecida pelo Concílio Vaticano II, no decreto ‘Inter Mirifica’, em 1963; assinala-se, em cada ano, no domingo antes do Pentecostes.

A jornada está no centro da emissão do Programa ECCLESIA, na Antena 1 da rádio pública, e no ‘70×7’ (18h15, RTP2).

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