Papa promoveu apelo conjunto de responsáveis religiosos para travar alterações climáticas

Cidade do Vaticano, 08 out 2021 (Ecclesia) – O Vaticano anunciou hoje que a sua delegação à COP26, em Glasgow, vai ser liderada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado.

“Respondendo às perguntas dos jornalistas sobre a participação da Santa Sé na sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), marcada para 31 de outubro a 12 de novembro, posso especificar que a delegação irá ser dirigido por Sua Eminência o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado de Sua Santidade”, refere o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

Francisco, de 84 anos, tinha manifestado a intenção de participar no evento, o que não se veio a concretizar.

Esta segunda-feira, o Papa e vários líderes religiosos mundiais assinaram no Vaticano um apelo conjunto para travar as alterações climáticas, denunciando uma “crise ecológica sem precedentes”.

“A COP26 de Glasgow é urgentemente chamada a oferecer respostas eficazes à crise ecológica sem precedentes e à crise de valores em que vivemos e, assim, dar uma esperança concreta às gerações futuras: queremos acompanhá-la com o nosso empenho e a nossa proximidade espiritual”, referiu Francisco, num discurso entregue aos participantes no encontro ‘Fé e Ciência: Rumo à COP 26’.

Esta quinta-feira, em Roma, Francisco alertou hoje que os danos que estão a ser provocados “pela Humanidade” no planeta já não se limitam ao clima, água e solos, mas “ameaçam a própria vida na Terra”, considerando que “não basta” repetir declarações que “nos possam fazer sentir bem”.

“A complexidade da crise ecológica exige responsabilidade, atuação e competência”, disse o líder da Igreja Católica, instando os representantes das religiões “a contribuírem, convertendo-se na ‘voz dos sem voz'” e colocando-se acima dos interesses partidários.

O Papa falava durante a sessão inaugural de um ciclo de estudos da Universidade Pontifica Lateranense de Roma sobre a proteção da Terra e o desenvolvimento sustentável.

O pontífice lamentou “que as expectativas que se encontram vinculadas aos objetivos do desenvolvimento sustentável [das Nações Unidas] e que devem ser alcançadas até 2030, assim como os objetivos mais específicos relacionados com a proteção do ar, água, clima e meio ambiente, estejam a retroceder”.

Na sessão académica participaram igualmente o patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I e a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.

OC

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