«É preciso acreditar e amar a Igreja, serva e esposa de Jesus Cristo», disse o bispo diocesano na celebração de três aniversários na catedral

Fotografia: BLR/SDCS

Bragança, 08 out 2021 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda presidiu esta quinta-feira aos aniversários de duas ordenações episcopais e da dedicação da Sé, onde afirmou que Catedral é a “casa de todos e a aberta a todos”, mesmo dos que “parecem mais longe” da Igreja.

“As igrejas são casas dos homens onde Deus aceita habitar. Que todos se sintam pedras vivas e mesmo aqueles que parecem mais longe: Os reclusos, os doentes, os migrantes, os pobres, os excluídos por qualquer motivo de ordem social, económico, religioso ou cultural”, disse D. José Cordeiro, na homilia da Eucaristia, enviada à Agência ECCLESIA.

O responsável afirmou que a igreja Catedral é a “Domus Ecclesiae, a casa de todos e a aberta a todos”, é também “lugar da memória e da gratidão” e casa de oração e da escuta da Palavra de Deus, “para uma igreja serva, que educa celebra e festeja”.

Neste contexto, lembrou que no próximo dia 17, em união com toda a Igreja, vão prosseguir “o caminho para uma Igreja sinodal – comunhão, participação e missão” – com a abertura diocesana do percurso do Sínodo de 2023.

A Diocese de Bragança-Miranda celebrou o XX aniversário da dedicação da igreja Catedral (07.10.2001), e o seu bispo refletiu sobre qual é a missão do essencial de uma igreja Catedral e citou, por exemplo, o Papa São Paulo VI: “A catedral é, pois, poderoso símbolo da Igreja visível de Cristo, que nesta terra reza, canta e adora”.

“O visível mostra o mistério invisível; Todas as pedras são importantes na complexa e apaixonante construção da Igreja, mesmo aquelas de tropeço”, acrescentou.

A diocese transmontana deu “graças” também pelo 20.º aniversário da ordenação episcopal do seu bispo emérito, D. António Montes (14.10.2001), que esteve presente na celebração, e pelo décimo aniversário da ordenação episcopal (02.10.2011) de D. José Cordeiro.

“Não me esqueci de Bragança e Bragança não me esqueceu!”, disse o bispo emérito D. António Montes Moreira, na celebração, divulga o Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais.

Na homilia ‘A Pedra vivente das pedras vivas’, D. José Cordeiro explicou que a “maior ação de graças acontece na celebração da Eucaristia”

Aos diocesanos afirmou que “é preciso acreditar e amar a Igreja, serva e esposa de Jesus Cristo” e que aquela era uma oportunidade de graça para “reexaminar o passado, transformar o presente e desenhar o futuro”.

“Crescer, fazer sempre mais e fazê-lo sempre melhor, com amor, humanidade e humildade. Eis o desafio permanente”, disse D. José Cordeiro na catedral de Bragança.

CB/OC

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